Francesco Fiorotto, nascido em 1829, uma das primeiras famílias que
emigraram para o Brasil.
A família, Francesco Fiorotto e esposa, deixou, em 29 de junho de 1877, a
bordo do Navio Europa, a cidade italiana de Treviso, que chegou ao Porto de
Santos, São Paulo, em 22 de julho de 1877, onde foi encaminhado para a
Hospedaria dos Imigrantes, no Brás em São Paulo, chegando a São Caetano no dia
28 de julho de 1877.
Francesco Fiorotto recebeu o lote de número 7, bem próximo à Rua Rio
Branco, atual Bairro da Fundação. Foi um dos fundadores de São Caetano e da
Sociedade Beneficente Mutuo Socorro Príncipe Di Napoli.
Rua Francesco Fiorotto, inicia na Rua Maringá, e finaliza na Rua
Vieira de Carvalho, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era a Rua
Maracanã, na Lei 562-15/10/55, e Lei 1348-29/03/98.
Um dos loteamentos que deram origem ao Bairro Nova Gerty, tinham em suas ruas abertas no início dos anos
1940. Nesse período, fazia divisa com as colônias de Giovanni Vicentini,
Thereza e Luiza Fiorotti e Ângelo Ferro.
O bairro é formado por dez loteamentos, a saber: Vila Gisela, Vila Nova,
Vila Gerty, Vila Palmeira, Vila Ângelo Ferro, Vila Checchia, Vila Leormínia,
Vila Marlene, Vila São Francisco e Vila Aurora. Entre as vilas extintas, a mais
antiga era a Vila Gisela, que foi loteada no final da década de 1920. Nos anos
40, surgiu a Vila Gerty, que acabou dando nome ao bairro. Os ônibus começaram a
circular no bairro por volta de 1948.
O Bairro Nova Gerty abrigou o primeiro Estádio Distrital, pioneira de uma
série de outras obras esportivas que depois foram transformadas e ampliadas em
vários centros recreativos e esportivos. Abrigou também o primeiro
pronto-socorro distrital.
A Rua Visconde de Inhaúma é um dos principais endereços do bairro. Em
1967, essa rua foi ampliada o que favoreceu o surgimento de vários
estabelecimentos comerciais. Estes têm como entidade de classe o Clube dos
Lojistas, fundado em 1977, mas que marca presença no bairro desde 1966.
Imagem #1 - Feira Livre na antiga Vila Gerti. Nota-se a venda de feijão.
Prestes Maia, Francisco Prestes Maia
nasceu em 19 de março de 1896 na cidade de Amparo, São Paulo. Mudou-se para a
capital São Paulo com a família, e estudou no Colégio São Bento. Aos 15 anos,
ingressou na Escola Politécnica da USP, Universidade do Estado de São Paulo,
onde se formou no curso de Engenharia e Arquitetura. Faleceu no dia 24 de abril
de 1965, na cidade de São Paulo.
Em 1922, Prestes Maia montou um
escritório de engenharia ao lado de Mário Whately, Modesto Costa Ferreira, e
Antônio Smith Bayma, que realizou os projetos, como o Viaduto do Chá. Trabalhou
na Secretaria de Viação e Obras Públicas de São Paulo, de 1926 a 1930. Foi
professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, USP, durante dez
anos. Foi membro do Instituto de Engenharia, da Sociedade de Arquitetura de
Lisboa e da Sociedade de Arquitetos do Uruguai.
Em 1938, até outubro de 1945, foi
nomeado prefeito da capital São Paulo, e promoveu mudanças na estrutura da
cidade realizando grandes obras.
Nos anos de 1950, em 1954 e 1957, foi
candidato ao governo do Estado e não conseguiu se eleger, porém nas eleições
para a prefeitura de São Paulo em 1961 se elegeu no cargo de prefeito onde
permaneceu até 1964, onde realizou melhoria das finanças do município.
Prestes Maia escreveu diversos
trabalhos sobre urbanismo, e diversas obras foram realizadas como o Plano de
Avenidas para a Cidade de São Paulo, em 1930, São Paulo, metrópole do
século XX, em 1942, O plano urbanístico da cidade de São Paulo, e Os
Melhoramentos de São Paulo, ambos em 1945, e o Plano Regional de Santos,
em 1950.
Avenida Prestes Maia, tem o início na Avenida Tietê, e
finalizada na Rua Boa Vista, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era Rua
Diretriz, na Lei 1348-29/03/65.
Na história do Bairro Nova Gerty, com o passar do tempo, a chegada de novos
imigrantes, e houve o surgimento de estabelecimentos comerciais e indústrias, a
área habitada se expandiu, os loteamentos surgiram formando pequenas vilas. A
divisão de São Caetano nesses 15 bairros foi feita em 1968, por meio do decreto
nº 3.064. Para rememorar a história do município, neste ano os bairros de São
Caetano do Sul foram organizados da maneira como conhecemos hoje. Porém, quando
a expansão urbana teve início, a cidade era dividida em vilas e loteamentos, em
número de cerca de 150.
O Bairro Nova, Gerty nasceu das vilas
Gisela, Nova, Gerti, Palmeiras, Ângelo Ferro, Leormínia, Marlene, Checchia, São
Francisco e Aurora.
As primeiras escolas primárias surgiram no final dos anos 1940.
Até 1947, o bairro carecia de linhas de ônibus e outros serviços públicos.
A Sociedade Amigos das Vilas Gerty, Gonzaga, Gisela e Adjacências,
a primeira sociedade de bairro a surgir em São Caetano, foi criada em 1951. Em
1952, foi fundada a Sociedade Esportiva Gisela, que em 1974, o nome foi
alterado para Centro Esportivo e Recreativo Gisela.
Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita
Garibaldi, nasceu por volta de 1821 em Laguna, na Província de Santa
Catarina, filha de Bento Ribeiro da Silva e Maria Antonia de Jesus.
Anita casou-se com o italiano
Giuseppe Garibaldi em 1842. O casal viveu no Brasil e no Uruguai, onde tiveram
três filhos. Na Itália, pátria de Giuseppe Garibaldi, ambos se dedicaram à luta
pela unificação da península.
Muitos dos feitos de Anita e Giuseppe Garibaldi são
relatados nas memórias dele. Em 1839, Giuseppe recebe ordens para atacar
embarcações imperiais no litoral brasileiro, e Anita decide acompanhá-lo no
navio Rio Pardo. Sobre as intensas batalhas navais, Anita é descrita como uma
mulher de grande coragem. Anita empunhou armas e chegou a ser ferida em
batalha. Giuseppe expressava o receio de perdê-la, mas também admirava o
incentivo que ela dava aos soldados, estimulando-os a lutar bravamente, como
ocorreu no conflito de Imbituba (Santa Catarina). Anita foi feita prisioneira
quando os farroupilhas foram surpreendidos por tropas imperiais. Levada ao
acampamento inimigo. Anita fugiu, atravessando matas e rios de Curitibanos a
Lages, onde reencontrou Garibaldi. Em setembro de 1840, Anita deu à luz seu
primeiro filho, teve de fugir novamente, escapando de um ataque imperial e se
refugiando na floresta.
Em meados de 1841, Anita mudou-se com a família para
Montevidéu, no Uruguai. Garibaldi trabalhou como professor e corretor, até ser
convidado a comandar o navio Constituição na legião oriental, participando da
guerra civil uruguaia.
O casal mudou-se para a Itália em 1847 com os
filhos. Lá, integraram a legião italiana e participaram de ações militares pela
independência do Reino de Sardenha contra o Império Austro-Húngaro (1848-1849)
e na defesa da República de Roma contra os franceses (1849). Em julho de 1849,
fugindo da perseguição francesa e austríaca, Anita, Garibaldi e milhares de
homens se retiraram de Roma. Ao chegarem em San Marino, Garibaldi dissolveu o
exército.
Anita veio a
falecer de malária em 4 de agosto de 1849, na Fattoria Guiccioli – Mandriole,
aos 28 anos.
O Museu Casa de Anita, em Laguna, Santa
Catarina, foi criado para preservar e recordar a trajetória de Anita Garibaldi.
A Rua Anita Garibaldi está localizada no Bairro Santa Maria, em São Caetano do Sul. Seu traçado inicia-se na Rua Nazaret e termina na Alameda Cassaquera.
Oswaldo
Gonçalves Cruz foi um médico e sanitarista brasileiro considerado o pioneiro da
medicina experimental, nascido em São Luís do Paraitinga, em São Paulo, em 5 de
agosto de 1872. Era filho de
Bento Gonçalves Cruz e Amália Bulhões. Faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro,
em 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos.
Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro em 1892. No ano de 1897, viajou para Paris, onde permaneceu por dois
anos estudando no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de
Toxicologia.
De volta ao Rio de Janeiro, assumiu a direção
técnica do Instituto Soroterápico Federal, na Fazenda Manguinhos, Rio de
Janeiro, e no ano de 1902 atuou no comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública
(DGSP).
Oswaldo Cruz,
por meio de sua destacada atuação promoveu transformações no país, obtendo vitórias sobre o combate à
peste bubônica, a febre amarela e a varíola. Para isso, o jovem médico teve que
empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da capital
federal, na época o Rio de Janeiro, a febre amarela, a peste bubônica e
varíola, medidas que o levaram a enfrentar vários problemas, pois Oswaldo Cruz
entendia que o transmissor da febre amarela era um mosquito, e implantou
medidas sanitárias com brigadas que percorreriam casas e ruas, para eliminar
focos de insetos, medidas que provocaram reação popular, e em 1904, houve oposição a Oswaldo Cruz. Com o
recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista promoveu implantar a
vacinação em massa da população. O congresso imediatamente suspendeu a
obrigatoriedade da vacina. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a
população passou a procurar os postos de vacinação do Rio de Janeiro.
A consagração internacional ocorreu ao médico
sanitarista brasileiro, pois entre 1905 e 1906, Oswaldo Cruz empreendeu uma
expedição a 30 portos do país para estabelecer um código sanitário com regras
internacionais, e em 1907 ocorreu o seu reconhecimento internacional, quando
recebeu a medalha de ouro no Congresso Internacional de Higiene e Demografia de
Berlim, na Alemanha, pelo seu trabalho de saneamento no Rio de Janeiro.
Em 1910 combateu a malária durante a construção da
Ferrovia Madeira-Mamoré, viajou a Rondônia, e erradicou a febre amarela no
Pará.
Em 1913, foi eleito para a Academia
Brasileira de Letras. Em 1915 abandonou a direção do Instituto Oswaldo Cruz e
mudou-se para Petrópolis onde foi eleito prefeito da cidade.
A Rua Oswaldo Cruz está
situada no Bairro Santa Paula, tendo início na Avenida Goiás e
finalizando na Rua Sílvia. Ao longo do tempo, recebeu diferentes nomes, como
Rua Júpiter, Rua Cabo Frio e Rua PRS, refletindo as mudanças urbanas e
administrativas da região.
O Bairro Santa Paula tem suas
origens ligadas às antigas Vila Industrial, Eleikeiroz e Paula. Em 1968, a
Prefeitura Municipal de São Caetano oficializou a denominação de Vila Paula,
consolidando a identidade do local. No início do século, em 1911, a região era
pouco povoada, mas já abrigava o primeiro cemitério, surgindo a partir de
antigos lotes coloniais.
Durante o século 19, a área que
viria a ser conhecida como Vila Paula localizava-se próxima ao Córrego do
Moinho. O processo de loteamento ocorreu na década de 1920, mediado por Gabriel
Teixeira de Paula e Serafim Constantino. Entre as famílias pioneiras,
destacam-se os Garcia, seguidos por Spinello e Veronesi.
A inauguração da General Motors
do Brasil, em 1930, foi um marco importante para o desenvolvimento da
infraestrutura local, geração de empregos e melhorias urbanas. Apesar do
crescimento, várias chácaras permaneceram no bairro, que também passou a abrigar
imigrantes húngaros, búlgaros, poloneses, iugoslavos, alemães e lituanos.
A região da Vila Paula conta com
o tradicional Grupo Escolar Dom Benedito Paulo Alves de Souza, inaugurado na
década de 1950. Outros pontos de referência são a Escola Estadual Coronel
Bonifácio de Carvalho, o Corpo de Bombeiros, a 4ª Companhia da Polícia Militar
e o Complexo Educacional que abriga a SECULT (Secretaria Municipal de Cultura
de São Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de
Letras da Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação
Histórica de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural
Casa de Vidro-Ateliê Cultural, todos situados na Praça dos Professores, na
Avenida Goiás, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo. Na avenida
encontram-se ainda a Biblioteca Municipal Paul Harris e a Academia de Letras.
Imagem #1 - No ano de 1958, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo, a Praça do Professor, denominação atribuída em 1956, na Avenida Goiás, onde se vê o Auditório Santos Dumont à esquerda e o Posto de Puericultura Aracy Torres Campanella à direita.
Hoje este mesmo
lugar é um espaço utilizado para as atividades culturais no Complexo
Educacional de Ensino Fundamental, formado pela SECULT (Secretaria Municipal de Cultura de São
Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de Letras da
Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação Histórica
de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural Casa de
Vidro-Ateliê Cultural.
Arlindo Marchetti nasceu em 1º de novembro de 1917, na cidade de
Tabatinga, no estado de São Paulo. Era filho de Miguel Marchetti e Albina
Vallini. Mudou-se para São Caetano, ao lado da esposa, Silvana Isolina Zambrani
Marchetti. Tiveram duas filhas: Isa Maria e Ana Maria.
Profissionalmente, Arlindo Marchetti atuou como contador. Na vida
pública, destacou-se como vereador eleito para a Primeira Legislatura da Câmara
Municipal de São Caetano, com início em 3 de abril de 1949, demonstrando seu
engajamento e compromisso com a política local.
A participação de Arlindo Marchetti em movimentos sociais foi
marcante. Ele esteve presente na Sociedade Amigos de São Caetano, entidade
fundada em 2 de setembro de 1947 com o objetivo de fortalecer o movimento
autonomista da região. O principal feito dessa sociedade foi encaminhar à
Assembleia Legislativa o requerimento para a realização de um plebiscito pela
autonomia de São Caetano.
O envolvimento de Arlindo Marchetti também foi fundamental no
Movimento dos Líderes Autonomistas de 1948, que resultou na emancipação de São
Caetano. O movimento, vitorioso, culminou em 24 de dezembro de 1948, com a
assinatura da emancipação da cidade pelo governador do Estado de São Paulo, em
cerimônia realizada no Palácio do Governo.
Além de sua atuação política, Arlindo Marchetti participou da fundação
da Sociedade Beneficente Hospital São Caetano, em 1954, sendo sócio fundador e
membro da primeira diretoria da instituição, no mesmo ano.
A Rua Arlindo Marchetti, está localizada no Bairro Santa
Maria, em São Caetano do Sul. Seu traçado inicia-se na Rua João Galego e
termina na Rua Boa Vista. Historicamente, essa rua teve diferentes denominações
ao longo do tempo: inicialmente era chamada de Rua Beatriz, depois recebeu os
nomes de Rua 2, Rua Tapajós e Rua Retirada da Laguna, até chegar à designação
atual em homenagem a Arlindo Marchetti.
O Bairro Santa Maria tem sua história marcada pela fusão das Vilas
Santa Maria, Pujol e Saúde, além do Jardim Cândida. A região foi colonizada por
imigrantes espanhóis e seu loteamento ocorreu na década de 1920, conduzido
pelos irmãos Hippolyto Pujol, que eram proprietários do local e responsáveis
pela divisão dos lotes.
Uma das contribuições importantes para o desenvolvimento do bairro foi
a implantação do sistema de bondes, que conectava São Caetano a outras áreas da
região. O bairro é caracterizado por curvas e diferentes níveis de altura em
seu relevo.
Na história do bairro, destaca-se o cultivo de diversas espécies de
flores. Outro personagem importante foi Vicente Rodrigues Vieira, conhecido
como o curandeiro, que atendia os moradores em sua casa e costumava
prescrever novenas aos doentes. Após seu falecimento em 1935, seu filho Bento
Rodrigues Vieira manteve o atendimento à comunidade.
No bairro existiu a antiga Chácara do Dr. Souza Voto, que servia como
espaço para festas e bailes. Posteriormente, o local deu lugar à APAE
(Associação de Pais e Amigos do Excepcional). O Teatro Paulo Machado de
Carvalho permanece como uma referência cultural, juntamente com o posto de
puericultura, o Parque Santa Maria e as escolas do bairro.
Imagem #1 - Em 23 de abril de 1948, uma comissão de Autonomistas entregava na Assembléia Legislativa, SP, o memorial solicitando a criação do Município de São Caetano do Sul. Da esquerda para a direita: Arlindo Marchetti. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica.
Graciliano Ramos de Oliveira foi um importante escritor, político e
jornalista brasileiro, nascido em Quebrangulo, Alagoas, em 27 de outubro de
1892. Em sua vida pessoal, casou-se com Heloísa de Medeiros, com quem teve
quatro filhos. Graciliano faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20 de março de
1953, aos 61 anos.
Em 1927, Graciliano Ramos foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios,
Alagoas. Apesar da carreira política ter sido breve, sua gestão ficou marcada
por promover verdadeiras transformações na cidade. Sua reputação de comerciante
respeitado entre a sociedade local contribuiu para que sua atuação à frente da
prefeitura fosse vista como revolucionária.
O primeiro romance de Graciliano, intitulado Caetés, foi
publicado em 1930. Nessa época, ele morava em Maceió, onde assumiu a direção da
Imprensa Oficial do Estado. Durante esse período, conviveu com importantes nomes
da literatura nacional, como José Lins do Rego, Rachel de Queiroz e Jorge
Amado. O destaque de suas obras são: São Bernardo, 1934 ; Vidas Secas,
1938.
No ano de 1936, Graciliano foi preso, experiência que mais tarde seria
retratada no livro Memórias do Cárcere, em 1953. Esse episódio marcou
profundamente sua trajetória pessoal e literária.
Graciliano realizou uma viagem pela Europa, experiência registrada na
obra Viagem. Ao longo da vida, ele também atuou como tradutor de
diversas obras. Reconhecido por seu talento, recebeu vários prêmios e teve sua
obra amplamente elogiada pela crítica literária no Brasil e internacionalmente.
A Rua Graciliano Ramos, situada no bairro Jardim São Caetano,
inicia-se na Rua Pasteur e termina na Rua Winston Churchill. Historicamente,
essa via já foi conhecida como Rua Grota Funda e Rua C, denominações que
remontam ao loteamento da antiga Vila Belvedere.
O desenvolvimento do Jardim São Caetano teve início em 1930, quando o
Bank of London, por meio de sua filial no Brasil, adquiriu o terreno.
Nessa época da aquisição pelo Bank of London, a área era caracterizada
por diversas lagoas e grande parte do terreno era utilizada pela fábrica
Cerâmica São Caetano para extração de argila. A propriedade era de grande
extensão, sendo composta por áreas pertencentes à F. Ford e à Wadih Pedro &
Irmão.
Posteriormente, em 1949, foi realizado o primeiro loteamento na
região, denominado Vila Belvedere, loteamento local foi idealizado pelo
engenheiro Victor Malunud e por Delamonica Pereira de Castro, contribuindo para
o desenvolvimento e urbanização do bairro.
No início da década de 1960, a
Companhia City iniciou a construção de residências luxuosas, marcando
efetivamente o surgimento do Jardim São Caetano, que se destaca como a última
área urbanizada de São Caetano do Sul.
Imagem #1 - Vista parcial do Jardim São Caetano, quando as primeiras casas começaram a ser construídas.