Bairro São José - Rua Senador Fláquer
Senador Fláquer, José Luiz Fláquer, filho de Luiz Pinto
Fláquer e Zelinda Pinto Fláquer, nasceu em 1854 em Itu, São Paulo, cidade onde
se aproximou de ideais republicanos e abolicionistas, sendo o signatário da
Convenção Republicana de Itu em 18 de abril de 1873, realizada na cidade de
Itu. Casou-se com Elisa Menezes Fláquer, teve sete filhos. Faleceu em cinco de
dezembro de 1924, em São Bernardo, São Paulo.
José Luiz Fláquer, em 1870 matriculou-se na
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Desligou-se temporariamente do curso
em 1874, onde concluiu os seus estudos médicos em 1879.
Como médico foi contratado pela São Paulo
Railway (empresa ferroviária britânica privada no Brasil, que operava a
ferrovia do porto de Santos a Jundiaí, passando por São Paulo. A empresa foi
nacionalizada em 1946 e fixou residência em São Bernardo.
Em 1881 recusou a homenagem indicada pelo
Governo Imperial, a Comenda de Cristo, o qual como médico, prestou assistência
ao povo de São Bernardo no combate à epidemia de varíola que dizimou parte da
população de São Bernardo. Em 1888 prestou relevantes serviços em Santos, São
Paulo, durante a epidemia de febre amarela.
Em 1880 foi eleito juiz de paz de São
Bernardo, e em 1892 fez parte da Comissão Diretora do Partido Republicano
Paulista. Ocupou ainda os cargos de deputado estadual e federal entre os anos
1891 a 1909, em 1910, foi eleito senador estadual. Foi eleito vereador em São
Bernardo pelo Partido Republicano Paulista (PRP) em 1914.
Rua Senador Fláquer, situada no Bairro São José, tem início na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira, e finaliza na Rua Ângelo Radim, no Bairro Cerâmica. A sua antiga denominação era Rua 3, pelo loteamento de Vila Lucila, que determinou o Decreto 562-15/10/55, e rat. pela Lei 1348-29/03/65.
O Bairro São José
No Bairro São José, Antônio da Fonseca
Martins foi o primeiro a instalar-se, em 1935, quando bairro possuía várias
chácaras e poucas casas, abrigando famílias de diversas nacionalidades, entre
os quais os migrantes nordestinos que vieram em busca de trabalho. Nesse
período, além das poucas residências, o Bairro São José abrigava duas olarias
da família Perrella, localizadas nas proximidades do Rio dos Meninos.
O bairro iniciou processo de urbanização e
ocupação em meados da década de 40, sendo formado pelos loteamentos da Vila São
José, Vila Lucila, Vila Tupan e o Jardim Anai que ficava no vale do Ribeirão
dos Meninos, próximo da Ponte Preta, pertenceu e foi loteado por Miquelina
Pedroso Magnani. A Vila Lucila foi o primeiro loteamento.
São José foi se formando um bairro operário,
sendo que a construção da primeira vila operária foi iniciativa da Cerâmica
Tupan, que se instalou na cidade em 1935, implodida em 1956, no lugar foi
implantado o Parque Municipal São José.
O bairro foi crescendo, o que antes eram ruas
de terras e chácaras, com plantações de flores e frutos, agora são ruas
asfaltadas e residências urbanas.
Imagem #1 - Conjunto Habitacional da Rua Senador Flaquer, Bairro São José, o conjunto de casa operárias da Vila Tupan. Essa vila foi construída pela Cerâmica Tupan na década de 1940.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul
Bairro São
José - Rua Pandiá Calógeras
João Pandiá Calógeras, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 19
de junho de 1870, filho de Michel Calógeras e Júlia Ralli Calógeras. Foi
político e historiador brasileiro, engenheiro formado pela Escola de Minas de
Ouro Preto, em 1890. Morreu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, no dia 21 de
abril de 1934.
Na política, Pandiá Calógeras foi eleito
deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) nas legislaturas
1897-1899, 1903-1905, 1906-1908, 1909-1911 e 1912-1914. Assumiu o Ministério da
Agricultura, Indústria e Comércio (1914-1915), no Ministério da Fazenda,
efetivado no cargo (1915-1917). Foi nomeado ministro da Guerra (1919-1922).
Pandiá Calógeras foi autor de vários trabalhos,
entre os quais se destacam: As minas do Brasil e sua legislação (1904), base
para a Lei Calógeras (1915), que regulamentava a propriedade das minas, A
política exterior do Império (1927-1933) e Formação histórica do Brasil (1930).
Foi presidente da Sociedade de Engenharia (1928), integrou o Instituto
Histórico e Geográfico.
A Rua Pandiá Calógeras, situada no
Bairro São José, tem início na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira e
finaliza na Rua Eduardo Prado, no Bairro Cerâmica. A sua antiga denominação foi
Rua Barros pela Lei 562-15/10/55 * 1348-29103/65.
O Bairro São José
O Bairro São José iniciou o processo de
urbanização e ocupação em meados da década de 40, sendo formado pelos
loteamentos da Vila São José, loteamento com o início em 1941 pelo dono do
lote, coronel Francisco Rodrigues Secler, um professor de medicina; Vila
Lucila, Francisco Martins de Barros, o Chiquinho, foi que deu o nome da vila em
homenagem à sua esposa, é considerado o primeiro loteamento; Vila Tupan e
Jardim Anai, e mais recente o Conjunto dos Radialistas.
Na história do bairro, José Ferreira Pires,
pessoa que era muito conhecida na vila, foi quem comprou uma imagem de São
José, e todos os moradores iam ver a imagem. Foi assim que em meados de 1940 os
moradores reunidos colocaram uma placa com o nome da Vila São José.
No mapa, o Bairro São José limita-se com São
Paulo pelo Ribeirão dos Meninos, e na cidade de São Caetano do Sul começa na
Ponte Preta sobre o Rio dos Meninos, que segue até a Rua Barão de Mauá, que
seguindo até a Rua Washington Luiz que segue ao encontro da faixa de eletricidade,
e o início da Rua 1º de Maio, a Rua Espírito Santo, por onde passa o córrego
Tinguá às margens da Avenida Fernando Simonsen, passa pela Rua Serafim Carlos,
Rua Bom Pastor e o início da Rua Porto Calvo finalizando na Rua Vitória indo ao
encontro da Estrada das Lágrimas que segue até a Ponte Preta sobre o Rio dos
Meninos. O bairro comporta um afluente do Rio dos Meninos chamado Córrego de
Dentro.
O Bairro São José é um bairro operário que se
desenvolveu em torno da antiga Cerâmica Tupan e a Cerâmica São Caetano. Porém,
há registros que foi ponto de passagem dos antigos carvoeiros e vendedores de
lenha.
Na história da cidade de São Caetano, a Rua
Porto Calvo, no Bairro São José, é possível ser remanescente do Caminho Velho
do Mar do século XVI, e a Estrada das Lágrimas, que antigamente era chamada de
Estrada de Santos-São Paulo, no século XVI, ser remanescente do Caminho Novo do
Mar.
Imagem #1 - Parque Municipal Dr. José Alves dos Reis, chamado de Bosque do Povo, Bairro São José, 1984.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do
Sul-Centro de Documentação Histórica
Francesco Fiorotto, nascido em 1829, uma das primeiras famílias que
emigraram para o Brasil.
A família, Francesco Fiorotto e esposa, deixou, em 29 de junho de 1877, a
bordo do Navio Europa, a cidade italiana de Treviso, que chegou ao Porto de
Santos, São Paulo, em 22 de julho de 1877, onde foi encaminhado para a
Hospedaria dos Imigrantes, no Brás em São Paulo, chegando a São Caetano no dia
28 de julho de 1877.
Francesco Fiorotto recebeu o lote de número 7, bem próximo à Rua Rio
Branco, atual Bairro da Fundação. Foi um dos fundadores de São Caetano e da
Sociedade Beneficente Mutuo Socorro Príncipe Di Napoli.
Rua Francesco Fiorotto, inicia na Rua Maringá, e finaliza na Rua
Vieira de Carvalho, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era a Rua
Maracanã, na Lei 562-15/10/55, e Lei 1348-29/03/98.
Um dos loteamentos que deram origem ao Bairro Nova Gerty, tinham em suas ruas abertas no início dos anos
1940. Nesse período, fazia divisa com as colônias de Giovanni Vicentini,
Thereza e Luiza Fiorotti e Ângelo Ferro.
O bairro é formado por dez loteamentos, a saber: Vila Gisela, Vila Nova,
Vila Gerty, Vila Palmeira, Vila Ângelo Ferro, Vila Checchia, Vila Leormínia,
Vila Marlene, Vila São Francisco e Vila Aurora. Entre as vilas extintas, a mais
antiga era a Vila Gisela, que foi loteada no final da década de 1920. Nos anos
40, surgiu a Vila Gerty, que acabou dando nome ao bairro. Os ônibus começaram a
circular no bairro por volta de 1948.
O Bairro Nova Gerty abrigou o primeiro Estádio Distrital, pioneira de uma
série de outras obras esportivas que depois foram transformadas e ampliadas em
vários centros recreativos e esportivos. Abrigou também o primeiro
pronto-socorro distrital.
A Rua Visconde de Inhaúma é um dos principais endereços do bairro. Em
1967, essa rua foi ampliada o que favoreceu o surgimento de vários
estabelecimentos comerciais. Estes têm como entidade de classe o Clube dos
Lojistas, fundado em 1977, mas que marca presença no bairro desde 1966.
Imagem #1 - Feira Livre na antiga Vila Gerti. Nota-se a venda de feijão.
Prestes Maia, Francisco Prestes Maia
nasceu em 19 de março de 1896 na cidade de Amparo, São Paulo. Mudou-se para a
capital São Paulo com a família, e estudou no Colégio São Bento. Aos 15 anos,
ingressou na Escola Politécnica da USP, Universidade do Estado de São Paulo,
onde se formou no curso de Engenharia e Arquitetura. Faleceu no dia 24 de abril
de 1965, na cidade de São Paulo.
Em 1922, Prestes Maia montou um
escritório de engenharia ao lado de Mário Whately, Modesto Costa Ferreira, e
Antônio Smith Bayma, que realizou os projetos, como o Viaduto do Chá. Trabalhou
na Secretaria de Viação e Obras Públicas de São Paulo, de 1926 a 1930. Foi
professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, USP, durante dez
anos. Foi membro do Instituto de Engenharia, da Sociedade de Arquitetura de
Lisboa e da Sociedade de Arquitetos do Uruguai.
Em 1938, até outubro de 1945, foi
nomeado prefeito da capital São Paulo, e promoveu mudanças na estrutura da
cidade realizando grandes obras.
Nos anos de 1950, em 1954 e 1957, foi
candidato ao governo do Estado e não conseguiu se eleger, porém nas eleições
para a prefeitura de São Paulo em 1961 se elegeu no cargo de prefeito onde
permaneceu até 1964, onde realizou melhoria das finanças do município.
Prestes Maia escreveu diversos
trabalhos sobre urbanismo, e diversas obras foram realizadas como o Plano de
Avenidas para a Cidade de São Paulo, em 1930, São Paulo, metrópole do
século XX, em 1942, O plano urbanístico da cidade de São Paulo, e Os
Melhoramentos de São Paulo, ambos em 1945, e o Plano Regional de Santos,
em 1950.
Rua Prestes Maia, tem o início na Avenida Tietê, e
finalizada na Rua Boa Vista, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era Rua
Diretriz, na Lei 1348-29/03/65.
Na história do Bairro Nova Gerty, com o passar do tempo, a chegada de novos
imigrantes, e houve o surgimento de estabelecimentos comerciais e indústrias, a
área habitada se expandiu, os loteamentos surgiram formando pequenas vilas. A
divisão de São Caetano nesses 15 bairros foi feita em 1968, por meio do decreto
nº 3.064. Para rememorar a história do município, neste ano os bairros de São
Caetano do Sul foram organizados da maneira como conhecemos hoje. Porém, quando
a expansão urbana teve início, a cidade era dividida em vilas e loteamentos, em
número de cerca de 150.
O Bairro Nova, Gerty nasceu das vilas
Gisela, Nova, Gerti, Palmeiras, Ângelo Ferro, Leormínia, Marlene, Checchia, São
Francisco e Aurora.
As primeiras escolas primárias surgiram no final dos anos 1940.
Até 1947, o bairro carecia de linhas de ônibus e outros serviços públicos.
A Sociedade Amigos das Vilas Gerty, Gonzaga, Gisela e Adjacências,
a primeira sociedade de bairro a surgir em São Caetano, foi criada em 1951. Em
1952, foi fundada a Sociedade Esportiva Gisela, que em 1974, o nome foi
alterado para Centro Esportivo e Recreativo Gisela.
Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita
Garibaldi, nasceu por volta de 1821 em Laguna, na Província de Santa
Catarina, filha de Bento Ribeiro da Silva e Maria Antonia de Jesus.
Anita casou-se com o italiano
Giuseppe Garibaldi em 1842. O casal viveu no Brasil e no Uruguai, onde tiveram
três filhos. Na Itália, pátria de Giuseppe Garibaldi, ambos se dedicaram à luta
pela unificação da península.
Muitos dos feitos de Anita e Giuseppe Garibaldi são
relatados nas memórias dele. Em 1839, Giuseppe recebe ordens para atacar
embarcações imperiais no litoral brasileiro, e Anita decide acompanhá-lo no
navio Rio Pardo. Sobre as intensas batalhas navais, Anita é descrita como uma
mulher de grande coragem. Anita empunhou armas e chegou a ser ferida em
batalha. Giuseppe expressava o receio de perdê-la, mas também admirava o
incentivo que ela dava aos soldados, estimulando-os a lutar bravamente, como
ocorreu no conflito de Imbituba (Santa Catarina). Anita foi feita prisioneira
quando os farroupilhas foram surpreendidos por tropas imperiais. Levada ao
acampamento inimigo. Anita fugiu, atravessando matas e rios de Curitibanos a
Lages, onde reencontrou Garibaldi. Em setembro de 1840, Anita deu à luz seu
primeiro filho, teve de fugir novamente, escapando de um ataque imperial e se
refugiando na floresta.
Em meados de 1841, Anita mudou-se com a família para
Montevidéu, no Uruguai. Garibaldi trabalhou como professor e corretor, até ser
convidado a comandar o navio Constituição na legião oriental, participando da
guerra civil uruguaia.
O casal mudou-se para a Itália em 1847 com os
filhos. Lá, integraram a legião italiana e participaram de ações militares pela
independência do Reino de Sardenha contra o Império Austro-Húngaro (1848-1849)
e na defesa da República de Roma contra os franceses (1849). Em julho de 1849,
fugindo da perseguição francesa e austríaca, Anita, Garibaldi e milhares de
homens se retiraram de Roma. Ao chegarem em San Marino, Garibaldi dissolveu o
exército.
Anita veio a
falecer de malária em 4 de agosto de 1849, na Fattoria Guiccioli – Mandriole,
aos 28 anos.
O Museu Casa de Anita, em Laguna, Santa
Catarina, foi criado para preservar e recordar a trajetória de Anita Garibaldi.
A Rua Anita Garibaldi está localizada no Bairro Santa Maria, em São Caetano do Sul. Seu traçado inicia-se na Rua Nazaret e termina na Alameda Cassaquera.
Oswaldo
Gonçalves Cruz foi um médico e sanitarista brasileiro considerado o pioneiro da
medicina experimental, nascido em São Luís do Paraitinga, em São Paulo, em 5 de
agosto de 1872. Era filho de
Bento Gonçalves Cruz e Amália Bulhões. Faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro,
em 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos.
Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro em 1892. No ano de 1897, viajou para Paris, onde permaneceu por dois
anos estudando no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de
Toxicologia.
De volta ao Rio de Janeiro, assumiu a direção
técnica do Instituto Soroterápico Federal, na Fazenda Manguinhos, Rio de
Janeiro, e no ano de 1902 atuou no comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública
(DGSP).
Oswaldo Cruz,
por meio de sua destacada atuação promoveu transformações no país, obtendo vitórias sobre o combate à
peste bubônica, a febre amarela e a varíola. Para isso, o jovem médico teve que
empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da capital
federal, na época o Rio de Janeiro, a febre amarela, a peste bubônica e
varíola, medidas que o levaram a enfrentar vários problemas, pois Oswaldo Cruz
entendia que o transmissor da febre amarela era um mosquito, e implantou
medidas sanitárias com brigadas que percorreriam casas e ruas, para eliminar
focos de insetos, medidas que provocaram reação popular, e em 1904, houve oposição a Oswaldo Cruz. Com o
recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista promoveu implantar a
vacinação em massa da população. O congresso imediatamente suspendeu a
obrigatoriedade da vacina. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a
população passou a procurar os postos de vacinação do Rio de Janeiro.
A consagração internacional ocorreu ao médico
sanitarista brasileiro, pois entre 1905 e 1906, Oswaldo Cruz empreendeu uma
expedição a 30 portos do país para estabelecer um código sanitário com regras
internacionais, e em 1907 ocorreu o seu reconhecimento internacional, quando
recebeu a medalha de ouro no Congresso Internacional de Higiene e Demografia de
Berlim, na Alemanha, pelo seu trabalho de saneamento no Rio de Janeiro.
Em 1910 combateu a malária durante a construção da
Ferrovia Madeira-Mamoré, viajou a Rondônia, e erradicou a febre amarela no
Pará.
Em 1913, foi eleito para a Academia
Brasileira de Letras. Em 1915 abandonou a direção do Instituto Oswaldo Cruz e
mudou-se para Petrópolis onde foi eleito prefeito da cidade.
A Rua Oswaldo Cruz está
situada no Bairro Santa Paula, tendo início na Avenida Goiás e
finalizando na Rua Sílvia. Ao longo do tempo, recebeu diferentes nomes, como
Rua Júpiter, Rua Cabo Frio e Rua PRS, refletindo as mudanças urbanas e
administrativas da região.
O Bairro Santa Paula tem suas
origens ligadas às antigas Vila Industrial, Eleikeiroz e Paula. Em 1968, a
Prefeitura Municipal de São Caetano oficializou a denominação de Vila Paula,
consolidando a identidade do local. No início do século, em 1911, a região era
pouco povoada, mas já abrigava o primeiro cemitério, surgindo a partir de
antigos lotes coloniais.
Durante o século 19, a área que
viria a ser conhecida como Vila Paula localizava-se próxima ao Córrego do
Moinho. O processo de loteamento ocorreu na década de 1920, mediado por Gabriel
Teixeira de Paula e Serafim Constantino. Entre as famílias pioneiras,
destacam-se os Garcia, seguidos por Spinello e Veronesi.
A inauguração da General Motors
do Brasil, em 1930, foi um marco importante para o desenvolvimento da
infraestrutura local, geração de empregos e melhorias urbanas. Apesar do
crescimento, várias chácaras permaneceram no bairro, que também passou a abrigar
imigrantes húngaros, búlgaros, poloneses, iugoslavos, alemães e lituanos.
A região da Vila Paula conta com
o tradicional Grupo Escolar Dom Benedito Paulo Alves de Souza, inaugurado na
década de 1950. Outros pontos de referência são a Escola Estadual Coronel
Bonifácio de Carvalho, o Corpo de Bombeiros, a 4ª Companhia da Polícia Militar
e o Complexo Educacional que abriga a SECULT (Secretaria Municipal de Cultura
de São Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de
Letras da Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação
Histórica de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural
Casa de Vidro-Ateliê Cultural, todos situados na Praça dos Professores, na
Avenida Goiás, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo. Na avenida
encontram-se ainda a Biblioteca Municipal Paul Harris e a Academia de Letras.
Imagem #1 - No ano de 1958, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo, a Praça do Professor, denominação atribuída em 1956, na Avenida Goiás, onde se vê o Auditório Santos Dumont à esquerda e o Posto de Puericultura Aracy Torres Campanella à direita.
Hoje este mesmo
lugar é um espaço utilizado para as atividades culturais no Complexo
Educacional de Ensino Fundamental, formado pela SECULT (Secretaria Municipal de Cultura de São
Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de Letras da
Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação Histórica
de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural Casa de
Vidro-Ateliê Cultural.