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  • Cesta ! O vitorioso basquete feminino de São Caetano do Sul ( 1968-1977)
    Local: Hall de entrada SELJ (Av. Fernando Simonsen, 190).

Programação


03/11/2026

Tereza Campanella (Thereza Spacaquercia), italiana de Nápoles, casou-se, em 1904, com Michele Arcângelo Campanella. Tereza Campanella faleceu ainda jovem, em São Caetano, no dia 13 de julho de 1932, aos 51 anos de idade.

O casal teve nove filhos: Mariana, Carmela, Paschoal, Elisa, Deolinda, Líbera, Francisco, Luíza e Anacleto. O nono filho do casal, Anacleto Campanella, foi um dos prefeitos de São Caetano do Sul. Nasceu nessa cidade no dia 13 de julho de 1924 e faleceu em 18 de março de 1974. Anacleto Campanella casou-se com Aracy Torres Campanella em 1947, e o casal teve três filhos.

 A Avenida Tereza Campanella está localizada no Bairro Boa Vista, na cidade de São Caetano do Sul. Tem início na Avenida Presidente Kennedy e termina na Alameda Conde de Porto Alegre. A avenida recebeu esse nome conforme a Lei nº 1.348, de 29 de março de 1965.

 A formação do Bairro Boa Vista está ligada aos loteamentos das vilas Palmeiras, de 1947, Aurora e Gisela. A urbanização começou no final da década de 1940 e contou com a presença de migrantes vindos do interior de São Paulo, atraídos pela grande oferta de trabalho na região.

O loteamento da Vila Júlia, na década de 1950, trouxe o primeiro conjunto habitacional, construído e vendido pelos loteadores, entre eles Adolfo Calliera e Mario.

Historicamente, o nome do bairro deve-se à chácara do alemão Hidat, de grande extensão e localização privilegiada, que proporcionava uma boa vista de muitos lugares. A propriedade era bastante frequentada por aqueles que desejavam apreciar a paisagem. Na porteira da chácara, havia uma placa com a frase Quinta da Boa Vista, que acabou dando nome, primeiramente, à antiga Estrada de Santo André — hoje conhecida como Rua Boa Vista — e, posteriormente, ao bairro, cuja denominação foi estabelecida pelo Decreto nº 3.064, de 1968. O nome do bairro originou-se, portanto, da rua de mesmo nome, via de interligação entre São Caetano e Santo André. Nesse trecho, a via tem dois nomes: no lado de São Caetano, chama-se Rua Boa Vista, no lado de Santo André, Rua Carlos Gomes.

O Bairro Boa Vista, que abrange o início do vale do córrego do Moinho, e a Rua Boa Vista são considerados referências antigas na história de São Caetano desde o século XVIII.

Imagem #1 - Foto em 20 de outubro de 1966. Pavimentação da Rua Boa Vista, no Bairro Boa Vista, São Caetano do Sul. Acervo/FPM de São Caetano do Sul

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03/11/2026

Augusto de Toledo, engenheiro e arquiteto brasileiro formado pela Escola Politécnica em 1905, teve papel relevante no desenvolvimento da construção civil e da urbanização paulista no início do século XX.

Augusto de Toledo dedicou-se ao aprimoramento da engenharia e da arquitetura. Atuou no renomado Escritório Técnico Francisco de Paula Ramos de Azevedo & Cia., em São Paulo, onde contribuiu para importantes iniciativas de modernização urbana.

Também se dedicou ao ensino, divulgou novos procedimentos técnicos voltados à salubridade e à higiene das habitações, destacou-se como pioneiro no uso do concreto armado e publicou trabalhos relevantes para a área.

A Avenida Dr. Augusto de Toledo, no Bairro Santa Paula, tem o início na Rua João Pessoa e segue até a Rua Ingá. Anteriormente, a via foi conhecida pelos nomes de Rua Livia, Rua Saladino Franco e Rua Morumbi.

O Bairro Santa Paula, em São Caetano do Sul, formou-se a partir de antigas vilas, e da influência da industrialização. Sua origem está relacionada às vilas Industrial, Elekeiroz e Paula. Sua oficialização ocorreu por meio do Decreto nº 3.064, de 15 de fevereiro de 1968, que reorganizou o município em 15 bairros e definiu seus limites e suas denominações.

A formação inicial do Bairro Santa Paula remonta ao século XIX, quando as primeiras famílias se estabeleceram em sítios próximos ao Córrego do Moinho, em uma área situada entre os atuais bairros Santa Paula e Barcelona. Os lotes coloniais deram origem a vilas organizadas ao longo da estrada que ligava São Caetano à então Estação de São Bernardo, hoje correspondente ao município de Santo André.

No início do século XX, a região ainda era pouco povoada, o processo de loteamento ganhou força na década de 1920.

A instalação da General Motors do Brasil foi um dos fatores responsáveis pela transformação da região. Com sua inauguração, em 1930, a indústria impulsionou o crescimento local e contribuiu para importantes melhorias. O bairro também recebeu imigrantes húngaros, poloneses, iugoslavos, tchecos, alemães e lituanos. Nesse contexto, foi criada, em 1929, a Sociedade Teuto-Brasileira, conhecida como União Cultural de São Caetano do Sul.

A partir da década de 1960, a Sociedade Amigos de Vila Paula atuou em favor de melhorias, como a construção de passeios públicos na Avenida Goiás. Na década de 1970, a duplicação da avenida marcou uma nova etapa de transformação, associada à mudança do perfil arquitetônico do bairro. 

 

Imagem #1 - Praça São Caetano Di  Thiene, localizada na Avenida Goiás com Avenida Dr. Augusto de

Toledo, Bairro Santa Paula.  Foto da década de 80. Acervo/FPMSCSno do Sul

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03/11/2026

Antonio Bento de Souza e Castro nasceu em São Paulo, em 17 de fevereiro de 1843, e faleceu na mesma cidade em 8 de dezembro de 1898. Seu pai foi Bento Joaquim de Souza e Castro, médico homeopata, e sua mãe foi Henriqueta Viana.

Estudou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco de 1864 a 1868, quando se formou.

Atuou como promotor público e juiz em cidades do interior de São Paulo. Foi um abolicionista responsável pela libertação dos escravos negros contrabandeados após o ano de 1831.

O grupo abolicionista Caifazes, que defendeu a abolição da escravatura em todo o estado de São Paulo, protegia os escravos que fugiam de fazendas. O Grupo Caifazes era liderado pelo poeta Luís Gama, após a morte do poeta, a liderança passou ao defensor dos escravos, Antônio Bento.

Antônio Bento tornou-se conhecido por atuar com métodos revolucionários para a libertação dos negros escravizados. Encaminhava os fugitivos para o Quilombo do Jabaquara, em Santos, SP, e para províncias onde a escravidão já havia terminado.

Um episódio da história relata que Antônio Bento levou consigo, a uma procissão, um negro que havia sido torturado, expondo as agruras da escravidão que combatia no interior da província de São Paulo.

A Rua Antonio Bento, nº da rua 235, Bairro Santa Paula, inicia na Rua José Paolone, nº da rua 219, Bairro Centro, e finaliza na Rua Luiz Gama, nº da rua 223, Bairro Santa Paula.

Bairro Santa Paula

As antigas vilas Industrial, Elekeiroz e Paula, juntamente com alguns outros terrenos, deram origem ao atual Bairro Santa Paula, oficializado pela prefeitura em 1968, por meio do Decreto nº 3.064. No início do século passado, antes da implantação dos loteamentos urbanos na área, o local era isolado e pouco povoado. No século XIX, as terras mais altas da região — onde hoje se encontra o Bairro Barcelona — eram conhecidas como Ressaca e foram destinadas a carreiros, pequenos criadores e agricultores. O loteamento começou na década de 1920, com o fazendeiro Gabriel Teixeira de Paula e Serafim Constantino.

Na primeira metade do século passado, húngaros, poloneses, iugoslavos, alemães e lituanos se estabeleceram em grande número no Bairro Santa Paula. Em 1929, foi criada a Sociedade Teuto-Brasileira, atual União Cultural de São Caetano do Sul.

Imagem #1 - Foto da década de 1950, funcionários trabalham na colocação de guias e sarjetas na Rua Antônio Bento, entre a Avenida Dr. Augusto de Toledo e a Rua Américo Brasiliense

 Ao final da rua, aparecem as antigas instalações da usina Colombina e do Lanifício São Paulo, na Rua Luiz Gama, em uma área hoje pertencente à General Motors do Brasil

A colocação de guias e sarjetas ocorreu durante a primeira gestão do então prefeito Anacleto Campanella (1953-57)

As casas à direita foram demolidas para a construção da E. E. Coronel Bonifácio de Carvalho.  Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica

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03/11/2026

José Paolone nasceu em Nápoles, em 17 de janeiro de 1874, e veio para o Brasil ainda menino. Naturalizou-se brasileiro e casou-se com Maria Ana Corsano. Além de participar de diversas atividades sociais, foi farmacêutico, médico e agente consular.

O dr. José Paolone diplomou-se pela Escola de Comércio Álvares Penteado, em 1914; pela Escola de Farmácia de São Paulo, em 1918; e pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1928. Foi prestigiado em São Caetano, inclusive por ser proprietário da Pharmácia Paolone (Paolone & Filhos), fundada em 1921. A mais antiga farmácia de São Caetano estava estabelecida na atual Avenida Conde Francisco Matarazzo, próxima à estação ferroviária, no centro. Era costume do médico José Paolone prestar atendimento gratuito aos pobres.

Em 11 de janeiro de 1922, em um salão situado no cruzamento das ruas Dr. Rodrigues Alves e Heloísa Pamplona, no atual Bairro da Fundação, em frente à propriedade dos Irmãos Barile, foi fundado o Grêmio Instrutivo Recreativo Ideal, que tinha como principal objetivo proporcionar aos associados eventos sociais, como bailes, piqueniques e teatro. O médico idealizou o Grêmio e foi o primeiro presidente da agremiação.

No ano de 1925, um grupo de homens, formado por profissionais liberais, industriais e comerciantes, interessou-se em fazer algo pelo abandonado distrito de São Caetano. Assim, surgiu o Centro Cívico, cujos fundadores eram liderados pelo engenheiro Armando de Arruda Pereira e entre os quais estava o Dr. José Paolone.

O Dr. José Paolone atuou como representante do consulado italiano em São Paulo e ajudou na entrada de italianos no Brasil. Esse serviço lhe valeu a concessão do título de Cavalheiro da Coroa pelo rei Victor Manoel, da Itália.

Rua José Paolone, rua nº 219, situada no Bairro Santa Paula, em São Caetano do Sul,  tem o início na Rua João Pessoa e finaliza na Avenida Goiás, situadas no Bairro Centro. A antiga denominação de  Rua Livia e Rua Bruna. Lei: 434-17/08/48 ; 1348-2/03/65 Rat. Lei: 562-15/10/55

 

O Mercado Inca ficava na esquina da Rua José Paolone com a Rua 28 de Setembro. Foi inaugurado em 1950, e seus proprietários eram Francisco Grecco Netto e José Ardito.

Em janeiro de 1951, o Jornal de São Caetano registrou, em uma reportagem, após a pioneira transmissão da TV Tupi, o seguinte título: Televisão no Mercado Inca — Instalado um aparelho transmissor no centro do conhecido prédio. A matéria descrevia: "A atenção do jornalista foi despertada, sábado último, por um fluxo de pessoas que, de uma maneira fora do comum, se dirigiam para o Mercado Inca. Verificamos que lá estava, em local visível a todos, um aparelho de televisão, transmitindo imagens a todos os clientes do mercado. Existiam em nossa cidade pouquíssimos aparelhos desse tipo — se não nos enganamos, apenas um. Todos queriam apreciar essa nova maravilha, que é a transmissão de imagens por um aparelho simples, ligado durante as duas horas de transmissão que a Tupi realizava diariamente."

 

Imagem #1 - Foto da formatura de José Paolone, que graduou-se em medicina aos 55 anos de idade,  em 1928 Acervo/FPMSC

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14/10/2026

Bairro Santo Antonio / Bairro Santa Paula - Rua Rafael Correia de Sampaio

Rafael Correia Sampaio nasceu em Pirassununga, no dia 21 de dezembro de 1873, e faleceu em São Paulo, no dia 10 de novembro de 1937. Foi advogado, professor e político brasileiro.

Formou-se, em 1896, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP).

Tornou-se redator e, mais tarde, proprietário da Gazeta Jurídica. Foi promotor público da capital, primeiro-secretário da Ordem dos Advogados, orador oficial do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, presidente do Conselho Superior da Caixa Econômica e professor de direito penal e prática processual.

Foi eleito deputado à Câmara do Congresso Legislativo do Estado de São Paulo por quatro legislaturas consecutivas, da 10ª à 13ª, entre 1916 e 1927. Exerceu o cargo de senador estadual por São Paulo na 13ª Legislatura, de 1925 a 1927.

Fez parte da comissão encarregada da elaboração do Código de Processo Civil e Comercial do Estado, em 1926. Por decreto de 6 de maio de 1925, foi nomeado catedrático de direito penal e do respectivo processo na Faculdade de Direito de São Paulo, da qual foi vice-diretor e decano.

A Rua Rafael Corrêa Sampaio é uma via que integra os bairros Santo Antônio e Santa Paula, em São Caetano do Sul. Em sua extensão, a numeração do início até o nº 370/371 pertence ao Bairro Santo Antônio, enquanto o trecho a partir do nº 372/373 até o seu final situa-se no Bairro Santa Paula.

Com início na Rua Espírito Santo, e término na Alameda São Caetano,  atual Rua Rafael Corrêa Sampaio era originalmente denominada Rua Sergipe, por meio do Ato nº 351, de 10 de maio de 1939, da Lei nº 562, de 15 de outubro de 1955, e da Lei nº 1.348, de 29 de março de 1965 (Processo nº 9.480/1964).

O Bairro Santo Antônio

No final do século XIX, o Bairro Santo Antônio situava-se em uma área pouco povoada do município, espalhando-se pelas margens da várzea do Ribeirão dos Meninos entre pequenas chácaras e áreas agrícolas.

Para o século XX transformou profundamente, o solo de perfil argiloso impulsionou na região a instalação de olarias, indústrias cerâmicas e de porcelanas, tornando-se um marco no desenvolvimento local.

Somando-se ao empreendedorismo dos imigrantes italianos, fundamentais na formação do bairro, a região acolheu diversas outras comunidades, como as primeiras famílias japonesas a se estabelecerem na cidade. Em 1954, a vida comunitária e educacional fortaleceu-se com a inauguração do Grupo Escolar Bartolomeu Bueno, a tradição da instituição de ensino é referência na memória coletiva do bairro.

Imagem #1 - Vista externa da Metalúrgica Nestor Góes, instalada em 1936. A empresa do ramo da produção de ferro, foi adquirida pelo grupo Jafet na década de 1950, passando a denominar-se Siderúrgica São Francisco, e encerrou as atividades na década de 80. Localizava-se até a várzea do Rio dos Meninos. Foto de 1936. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

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14/10/2026

Bairro Santa Paula - Rua Pinheiro Machado

Pinheiro Machado, José Gomes Pinheiro Machado, foi um advogado e político basileiro,  casou-se com a paulista Benedita Brazilina da Silva Moniz. Nos primeiros anos de casados. Nasceu em Cruz Alta (RS) no dia 8 de maio de 1851 e faleceu no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, em 8 de setembro de 1915, aos 63 anos, vítima de um atentado cometido por Manso de Paiva, um desertor do exército e ex-cabo da policia,.

Foi aluno da Escola Militar e integrou as forças brasileiras na Guerra do Paraguai; devido à sua pouca idade, obteve baixa para retornar ao Rio de Janeiro, onde residia. Anos mais tarde, em 1878, diplomou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo. Fundou o jornal A República e, no ano de 1882, participou da fundação do Partido Republicano Rio-Grandense.

Com a Proclamação da República, foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul, integrando a Assembleia Nacional Constituinte de 1891. Durante a Revolução Federalista (1893–1895), combateu ao lado das forças legalistas e, em 1894, foi elevado ao posto de general de brigada. Novamente eleito ao Senado, tornou-se uma das figuras mais influentes da política nacional.

A Rua Pinheiro Machado, tem início na Rua Piauí e termina na Rua São Paulo, ambas no Bairro Santa Paula.

Lei: 289-09/09/29 * 562-15/10/55 * 1348-29/03/65; Processo: 9480/64; Rat. Ato: 351-10/05/39.

 

Bairro Santa Paula e seus arredores

Antigas vilas deram origem ao atual Bairro Santa Paula. No início do século passado, o local era isolado, pouco povoado. Foi construído em antigos lotes coloniais, ao lado da estrada que seguia de São Caetano para a Estação de São Bernardo (hoje Santo André) e mudou a paisagem rural do bairro.

Famílias ali estabelecida ainda no século 19, tinham sítios que ficava junto ao Córrego do Moinho, entre os atuais bairros Santa Paula e Barcelona. Os melhoramentos urbanos aconteceram ainda no final da década de 1940, pois ainda existiam várias chácaras no bairro.

Os loteamentos começaram na década de 1920 quando ainda eram poucas as casas, logo chegaram a primeira padaria, o primeiro açougue, e a primeira fábrica. A principal referência do bairro é a General Motors do Brasil, unidade inaugurada oficialmente na cidade em 1930. A chegada da fábrica trouxe muito progresso ao bairro, como instalação de rede elétrica, aumento da população e abertura do mercado de trabalho.

O desenvolvimento do bairro foi incrementado, a partir da década de 1950, surgindo a construção de passeios públicos na Avenida Goiás, com denominações antigas de ruas Lina, Souza Ramos e Margarido Pires. Nos anos 1970, a Avenida Goiás foi duplicada, gerando diversas desapropriações nos números pares da via.


Imagem #1 -Imagem #1 - Vista geral da cidade focalizando a General Motors do Brasil, Bairro Santa Paula, em São Caetano do Sul. Foto da década de 40 Acervo/FPMSCS-Centro de Documentação Histórica

 


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14/10/2026

Bairro Centro / Bairro da Fundação - Viaduto dos Autonomistas

Entre o final da década de 1940 e o início da década de 1950, já se conheciam as dificuldades de ligação entre as áreas que hoje correspondem ao bairro Fundação e ao Centro, o que afetava a rotina diária do município. Naquela época, já se reconhecia a importância de uma obra que melhorasse a fluidez do trânsito local. Como parâmetro, considerava-se a lentidão na travessia sobre os trilhos, feita pelas porteiras próximas à estação ferroviária do município.

Em 28 de setembro de 1949, deu entrada na Câmara Municipal, como projeto de lei, o primeiro estudo que resultaria no projeto definitivo do viaduto. O estudo, datado de 30 de julho de 1949, foi elaborado pelo desenhista Giorgio Cappelli, funcionário do escritório de engenharia de Paulo Ferreira Lopes, em São Paulo, a pedido do vereador Jordano Pedro Segundo Vincenzi.

Em 7 de dezembro de 1949, a Lei Municipal nº 61 autorizou a realização de concorrência pública para a construção do viaduto, ligando a Rua Perrella à Rua Manoel Coelho, e de uma estação rodoviária em sua parte inferior.

Em 28 de julho de 1953, durante as comemorações do 76º aniversário de São Caetano do Sul, foi lançada a pedra fundamental.

Em 10 de dezembro de 1953, por meio da Lei Municipal nº 308, a obra recebeu a denominação de Viaduto dos Autonomistas.

Em 28 de julho de 1954, o Viaduto dos Autonomistas foi inaugurado durante as festividades comemorativas do 77º aniversário da cidade, na gestão do primeiro mandato do prefeito Anacleto Campanella (1953–1957).

A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades, entre elas Anacleto Campanella, prefeito do município; Lucas Nogueira Garcez, então governador do Estado de São Paulo; e Francisco Prestes Maia. A população prestigiou a entrega do viaduto ao uso de motoristas e pedestres. O monumental Viaduto dos Autonomistas foi considerado o primeiro elevado construído no ABC a transpor os trilhos da estrada de ferro.

 

O Viaduto dos Autonomistas tem início na Rua Perrella, Bairro da Fundação,  e termina na Rua Manoel Coelho, no Bairro Centro. Sua antiga denominação era Rua Particular. Por meio da Lei Municipal nº 308, de 10/12/1953, recebeu a denominação de Viaduto dos Autonomistas.


Imagem #1 - O estudo elaborado por Giorgio Cappelli em 30 de julho de 1949 transformou-se em projeto. Cappelli era desenhista e integrava a equipe do escritório de engenharia de Paulo Ferreira Lopes, localizado em São Paulo. O estudo foi realizado a pedido do vereador Jordano Pedro Segundo Vincenzi, que em 28 de setembro de 1949 encaminhou o projeto de lei na Câmara Municipal que viria a ser o viaduto. O Viaduto dos Autonomistas, nesta imagem, a vista do elevado construído sobre os trilhos da estrada de ferro, a  estação rodoviária (à direita)


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14/10/2026

A denominação da Rua dos Autonomistas é uma homenagem aos líderes do Movimento Autonomista de São Caetano do Sul, um grupo de idealistas que atuou intensamente na imprensa, nas ruas e junto à Assembleia Legislativa de São Paulo até alcançar a independência administrativa e política da cidade. A vitória dessa campanha concretizou-se em 24 de outubro de 1948, data do plebiscito em que se consolidou o ideal autonomista.

A mobilização liderada por esse grupo garantiu a emancipação política e administrativa de São Caetano em relação a Santo André, permitindo ao novo município administrar seus próprios recursos e estruturar os serviços públicos essenciais ao seu desenvolvimento.

Os Autonomistas: O grupo foi formado por 95 lideranças, apoiadas por moradores e por diversos setores da sociedade civil.

Acácio Spachaquercia, Ademar Pereira de Barros, Alfredo Malateux, Alfredo Maluf, Américo Cavaglini, Anacleto Campanella, Ângelo Rafael Pellegrino, Antônio Caparroz Guevara, Antônio Dardis Netto, Antônio Feliciano da Silva, Antônio Lojudici, Antônio Paulo Silvestre, Antônio Silvio Cunha Bueno, Arlindo Marchetti, Arnaldo Sigollo, Artur Garbelotto, Auro Soares de Moura Andrade, Avelino Benedicto Poli, Benedito Moretti, Benedito Moura Branco, Bento Velanes Regis, Bruno Bisquolo, Carlos Paez, Celso Waldomiro Maschezan, Cláudio Perrella, Clodomiro Gusmão Rocco, Concetto Constantino, Décio Queiroz Telles, Desirée Malateaux Netto, Ermelindo Locoselli, Fábio Vieira de Souza, Faustino Pompermayer, Fernando Piva, Firmino Garbelotto, Gabriel Migliori, Geraldo Benicasa, Geraldo Plates, Giacomo Garbelotto Netto, Heitor Bisquolo, Helena Musumeci, Idalino Moretti, Ítalo Dal´Mas, Jacob João Lorenzini, Jaime da Costa Patrão, João Antônio Curtis, João Barile, João Dal´Mas, Joaquim Zanini, Jordano Pedro Segundo Vicenzi, José Astolfi, José Bonifácio Fernandes, José Carlos de Ataliba Nogueira, José Homem de Bittencourt, José Porfírio da Paz, José Vertíchio, Júlio Marcucci, Laura Moretti, Lauriston Garcia, Lauro Garcia, Lincoln Feliciano, Lourenço Martorelli, Luís Fiorotti, Luís Martorelli, Luís Rodrigues Neves, Manuel Moraes, Mário Bortoleto, Mário Dal´Mas, Mário Porfírio Rodrigues, Mateus Constantino, Mauro Corvello, Miguel Marcucci, Militino Azzi, Moacir Firmino Correa, Nélson Infanti, Nicodemos Marcondes, Olga Montanari de Mello, Olinto Quaglia, Orlando Candido Barile, Osvaldo Bisquolo, Osvaldo Giampietro, Paulo da Silva Modesto, Paulo de Oliveira Pimenta, Pedro Pardo Oller, Rafael Crespan, Sílvio Fernandes, Sofia Sampaio, Tadeu D´Agostini, Valentim Inácio da Silva, Vicente Orlando, Walter Thomé. 

A Rua dos Autonomistas, localizada no Bairro Santa Paula, tem início na Rua João Pessoa e termina na Rua Antônio Bento, na divisa com o Bairro Centro. Sua antiga denominação era Rua Particular, e o nome atual foi a partir da Lei Municipal nº 232, de 21 de maio de 1952, em homenagem aos líderes do movimento autonomista.


Imagem #1 - Registro histórico do momento em que, em 23 de abril de 1948, uma comissão de autonomistas entregava, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o memorial com 5.193 assinaturas solicitando a criação do município de SCS Integrantes (da esquerda para a direita): Arlindo Marchetti, [não identificado], José Homem de Bittencourt, Rafael Pandolfi, Antônio Dardis Neto, Carlos Paes (em segundo plano), Deputado Antônio Silva da Cunha (em trajar de paletó escuro e calça clara), Júlio Marcucci (portando o documento), Mário Porfírio Rodrigues, Bento Vellames Régis, Mauro Curvello e Nicodemus Marcondes.

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