Skip to content
  • Cesta ! O vitorioso basquete feminino de São Caetano do Sul ( 1968-1977)
    Local: Hall de entrada SELJ (Av. Fernando Simonsen, 190). Período de visitação: de 8 de outubro de 2025 a 24 de abril de 2026.

Programação


18/06/2026

Bairro São José - Rua Senador Fláquer

Senador Fláquer, José Luiz Fláquer, filho de Luiz Pinto Fláquer e Zelinda Pinto Fláquer, nasceu em 1854 em Itu, São Paulo, cidade onde se aproximou de ideais republicanos e abolicionistas, sendo o signatário da Convenção Republicana de Itu em 18 de abril de 1873, realizada na cidade de Itu. Casou-se com Elisa Menezes Fláquer, teve sete filhos. Faleceu em cinco de dezembro de 1924, em São Bernardo, São Paulo.

José Luiz Fláquer, em 1870 matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Desligou-se temporariamente do curso em 1874, onde concluiu os seus estudos médicos em 1879.

Como médico foi contratado pela São Paulo Railway (empresa ferroviária britânica privada no Brasil, que operava a ferrovia do porto de Santos a Jundiaí, passando por São Paulo. A empresa foi nacionalizada em 1946 e fixou residência em São Bernardo.

Em 1881 recusou a homenagem indicada pelo Governo Imperial, a Comenda de Cristo, o qual como médico, prestou assistência ao povo de São Bernardo no combate à epidemia de varíola que dizimou parte da população de São Bernardo. Em 1888 prestou relevantes serviços em Santos, São Paulo, durante a epidemia de febre amarela.

Em 1880 foi eleito juiz de paz de São Bernardo, e em 1892 fez parte da Comissão Diretora do Partido Republicano Paulista. Ocupou ainda os cargos de deputado estadual e federal entre os anos 1891 a 1909, em 1910, foi eleito senador estadual. Foi eleito vereador em São Bernardo pelo Partido Republicano Paulista (PRP) em 1914. 

Rua Senador Fláquer, situada no Bairro São José, tem início na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira, e finaliza na Rua Ângelo Radim, no Bairro Cerâmica. A sua antiga denominação era Rua 3, pelo loteamento de Vila Lucila, que determinou o Decreto 562-15/10/55, e rat. pela Lei 1348-29/03/65.

O Bairro São José

No Bairro São José, Antônio da Fonseca Martins foi o primeiro a instalar-se, em 1935, quando bairro possuía várias chácaras e poucas casas, abrigando famílias de diversas nacionalidades, entre os quais os migrantes nordestinos que vieram em busca de trabalho. Nesse período, além das poucas residências, o Bairro São José abrigava duas olarias da família Perrella, localizadas nas proximidades do Rio dos Meninos.

O bairro iniciou processo de urbanização e ocupação em meados da década de 40, sendo formado pelos loteamentos da Vila São José, Vila Lucila, Vila Tupan e o Jardim Anai que ficava no vale do Ribeirão dos Meninos, próximo da Ponte Preta, pertenceu e foi loteado por Miquelina Pedroso Magnani. A Vila Lucila foi o primeiro loteamento.

São José foi se formando um bairro operário, sendo que a construção da primeira vila operária foi iniciativa da Cerâmica Tupan, que se instalou na cidade em 1935, implodida em 1956, no lugar foi implantado o Parque Municipal São José.

O bairro foi crescendo, o que antes eram ruas de terras e chácaras, com plantações de flores e frutos, agora são ruas asfaltadas e residências urbanas.

Imagem #1 - Conjunto Habitacional da Rua Senador Flaquer, Bairro São José, o conjunto de casa operárias da Vila Tupan. Essa vila foi construída pela Cerâmica Tupan na década de 1940. 

Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

QR CODE NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA - Rua Senador Fláquer

18/06/2026

Bairro São José - Rua Pandiá Calógeras

João Pandiá Calógeras, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 19 de junho de 1870, filho de Michel Calógeras e Júlia Ralli Calógeras. Foi político e historiador brasileiro, engenheiro formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, em 1890. Morreu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, no dia 21 de abril de 1934.

Na política, Pandiá Calógeras foi eleito deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) nas legislaturas 1897-1899, 1903-1905, 1906-1908, 1909-1911 e 1912-1914. Assumiu o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (1914-1915), no Ministério da Fazenda, efetivado no cargo (1915-1917). Foi nomeado ministro da Guerra (1919-1922).

Pandiá Calógeras foi autor de vários trabalhos, entre os quais se destacam: As minas do Brasil e sua legislação (1904), base para a Lei Calógeras (1915), que regulamentava a propriedade das minas, A política exterior do Império (1927-1933) e Formação histórica do Brasil (1930). Foi presidente da Sociedade de Engenharia (1928), integrou o Instituto Histórico e Geográfico.

 A Rua Pandiá Calógeras, situada no Bairro São José, tem início na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira e finaliza na Rua Eduardo Prado, no Bairro Cerâmica. A sua antiga denominação foi Rua Barros pela Lei 562-15/10/55 * 1348-29103/65.

 O Bairro São José

O Bairro São José iniciou o processo de urbanização e ocupação em meados da década de 40, sendo formado pelos loteamentos da Vila São José, loteamento com o início em 1941 pelo dono do lote, coronel Francisco Rodrigues Secler, um professor de medicina; Vila Lucila, Francisco Martins de Barros, o Chiquinho, foi que deu o nome da vila em homenagem à sua esposa, é considerado o primeiro loteamento; Vila Tupan e Jardim Anai, e mais recente o Conjunto dos Radialistas.

Na história do bairro, José Ferreira Pires, pessoa que era muito conhecida na vila, foi quem comprou uma imagem de São José, e todos os moradores iam ver a imagem. Foi assim que em meados de 1940 os moradores reunidos colocaram uma placa com o nome da Vila São José.

No mapa, o Bairro São José limita-se com São Paulo pelo Ribeirão dos Meninos, e na cidade de São Caetano do Sul começa na Ponte Preta sobre o Rio dos Meninos, que segue até a Rua Barão de Mauá, que seguindo até a Rua Washington Luiz que segue ao encontro da faixa de eletricidade, e o início da Rua 1º de Maio, a Rua Espírito Santo, por onde passa o córrego Tinguá às margens da Avenida Fernando Simonsen, passa pela Rua Serafim Carlos, Rua Bom Pastor e o início da Rua Porto Calvo finalizando na Rua Vitória indo ao encontro da Estrada das Lágrimas que segue até a Ponte Preta sobre o Rio dos Meninos. O bairro comporta um afluente do Rio dos Meninos chamado Córrego de Dentro.

O Bairro São José é um bairro operário que se desenvolveu em torno da antiga Cerâmica Tupan e a Cerâmica São Caetano. Porém, há registros que foi ponto de passagem dos antigos carvoeiros e vendedores de lenha.

Na história da cidade de São Caetano, a Rua Porto Calvo, no Bairro São José, é possível ser remanescente do Caminho Velho do Mar do século XVI, e a Estrada das Lágrimas, que antigamente era chamada de Estrada de Santos-São Paulo, no século XVI, ser remanescente do Caminho Novo do Mar.

Imagem #1 - Parque Municipal Dr. José Alves dos Reis, chamado de Bosque do Povo, Bairro São José, 1984.

Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica

QR CODE NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA - Rua Pandiá Calógeras

28/05/2026

Francesco Fiorotto, nascido em 1829, uma das primeiras famílias que emigraram para o Brasil.

A família, Francesco Fiorotto e esposa, deixou, em 29 de junho de 1877, a bordo do Navio Europa, a cidade italiana de Treviso, que chegou ao Porto de Santos, São Paulo, em 22 de julho de 1877, onde foi encaminhado para a Hospedaria dos Imigrantes, no Brás em São Paulo, chegando a São Caetano no dia 28 de julho de 1877.

Francesco Fiorotto recebeu o lote de número 7, bem próximo à Rua Rio Branco, atual Bairro da Fundação. Foi um dos fundadores de São Caetano e da Sociedade Beneficente Mutuo Socorro Príncipe Di Napoli.


Rua Francesco Fiorotto, inicia na Rua Maringá, e finaliza na Rua Vieira de Carvalho, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era a Rua Maracanã, na Lei 562-15/10/55, e Lei 1348-29/03/98.

 

Um dos loteamentos que deram origem ao Bairro Nova Gerty, tinham em suas ruas abertas no início dos anos 1940. Nesse período, fazia divisa com as colônias de Giovanni Vicentini, Thereza e Luiza Fiorotti e Ângelo Ferro.

O bairro é formado por dez loteamentos, a saber: Vila Gisela, Vila Nova, Vila Gerty, Vila Palmeira, Vila Ângelo Ferro, Vila Checchia, Vila Leormínia, Vila Marlene, Vila São Francisco e Vila Aurora. Entre as vilas extintas, a mais antiga era a Vila Gisela, que foi loteada no final da década de 1920. Nos anos 40, surgiu a Vila Gerty, que acabou dando nome ao bairro. Os ônibus começaram a circular no bairro por volta de 1948.

 

O Bairro Nova Gerty abrigou o primeiro Estádio Distrital, pioneira de uma série de outras obras esportivas que depois foram transformadas e ampliadas em vários centros recreativos e esportivos. Abrigou também o primeiro pronto-socorro distrital.

 

A Rua Visconde de Inhaúma é um dos principais endereços do bairro. Em 1967, essa rua foi ampliada o que favoreceu o surgimento de vários estabelecimentos comerciais. Estes têm como entidade de classe o Clube dos Lojistas, fundado em 1977, mas que marca presença no bairro desde 1966.



Imagem #1 - Feira Livre na antiga Vila Gerti. Nota-se a venda de feijão.

QR CODE NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA - Rua Francesco Fiorotto

28/05/2026

Prestes Maia, Francisco Prestes Maia nasceu em 19 de março de 1896 na cidade de Amparo, São Paulo. Mudou-se para a capital São Paulo com a família, e estudou no Colégio São Bento. Aos 15 anos, ingressou na Escola Politécnica da USP, Universidade do Estado de São Paulo, onde se formou no curso de Engenharia e Arquitetura. Faleceu no dia 24 de abril de 1965, na cidade de São Paulo.

Em 1922, Prestes Maia montou um escritório de engenharia ao lado de Mário Whately, Modesto Costa Ferreira, e Antônio Smith Bayma, que realizou os projetos, como o Viaduto do Chá. Trabalhou na Secretaria de Viação e Obras Públicas de São Paulo, de 1926 a 1930. Foi professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, USP, durante dez anos. Foi membro do Instituto de Engenharia, da Sociedade de Arquitetura de Lisboa e da Sociedade de Arquitetos do Uruguai.

Em 1938, até outubro de 1945, foi nomeado prefeito da capital São Paulo, e promoveu mudanças na estrutura da cidade realizando grandes obras.

Nos anos de 1950, em 1954 e 1957, foi candidato ao governo do Estado e não conseguiu se eleger, porém nas eleições para a prefeitura de São Paulo em 1961 se elegeu no cargo de prefeito onde permaneceu até 1964, onde realizou melhoria das finanças do município.

Prestes Maia escreveu diversos trabalhos sobre urbanismo, e diversas obras foram realizadas como o Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo, em 1930, São Paulo, metrópole do século XX, em 1942, O plano urbanístico da cidade de São Paulo, e Os Melhoramentos de São Paulo, ambos em 1945, e o Plano Regional de Santos, em 1950.

Rua Prestes Maia, tem o início na Avenida Tietê, e finalizada na Rua Boa Vista, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era Rua Diretriz, na Lei 1348-29/03/65.

 

Na história do Bairro Nova Gerty, com o passar do tempo, a chegada de novos imigrantes, e houve o surgimento de estabelecimentos comerciais e indústrias, a área habitada se expandiu, os loteamentos surgiram formando pequenas vilas. A divisão de São Caetano nesses 15 bairros foi feita em 1968, por meio do decreto nº 3.064. Para rememorar a história do município, neste ano os bairros de São Caetano do Sul foram organizados da maneira como conhecemos hoje. Porém, quando a expansão urbana teve início, a cidade era dividida em vilas e loteamentos, em número de cerca de 150.

O Bairro Nova, Gerty nasceu das vilas Gisela, Nova, Gerti, Palmeiras, Ângelo Ferro, Leormínia, Marlene, Checchia, São Francisco e Aurora.

 

As primeiras escolas primárias surgiram no final dos anos 1940. Até 1947, o bairro carecia de linhas de ônibus e outros serviços públicos.

A Sociedade Amigos das Vilas Gerty, Gonzaga, Gisela e Adjacências, a primeira sociedade de bairro a surgir em São Caetano, foi criada em 1951. Em 1952, foi fundada a Sociedade Esportiva Gisela, que em 1974, o nome foi alterado para Centro Esportivo e Recreativo Gisela.

Com melhoramentos urbanos e instalação de vários serviços públicos, o bairro se desenvolveu e, tornou-se centro de intensa movimentação comercial para a região.

Imagem #1 - Vista da fachada da sede da Sociedade Amigos do Bairro Nova Gerty
QR CODE NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA - Rua Prestes Maia

10/04/2026

Bairro Prosperidade: Rua São José
O Bairro Prosperidade fica além do traçado da via férrea. Começa na confluência do córrego do moinho com o Rio Tamanduateí, até o cruzamento com a rua do Ouro, segue até o cruzamento com a Avenida Prosperidade, onde se limita com os municípios de Santo André e de São Paulo. A Rua São José, tem o seu início na Avenida do Estado, e finaliza na Rua do Ouro, Bairro Prosperidade, Processo: 3772/84 - 1° Registro de Imóveis de SCS. 3.
Bairro Prosperidade: Incorporação ao Município de São Caetano do Sul.
O bairro caracteriza-se por percorrer entre a zona industrial e a zona residencial. A Vila Prosperidade era de Santo André, assim como a Vila São Caetano, que em 1948 se liberou de Santo André, a Vila prosperidade também se desmembrou do município de Santo André e passou a pertencer a São Caetano do Sul.
O Bairro Prosperidade foi oficialmente incorporado ao mapa de São Caetano do Sul após uma intensa mobilização popular. A anexação da então Vila Prosperidade aconteceu graças ao esforço dos moradores, organizados em torno da Sociedade Amigos da Vila Prosperidade. Apesar da vitória no plebiscito realizado em 01 de dezembro de 1963, a reivindicação não foi atendida de imediato, pois Santo André resistiu ao resultado. A anexação só foi concretizada em 13 de abril de 1967, após o reconhecimento judicial do direito da população local. A partir desta data que o local recebeu melhoramentos como saneamento básico, asfalto, iluminação e rede de água. 
Na época em que foi incorporada, a Vila Prosperidade contava com cerca de cinco mil habitantes e um grupo escolar. O comércio era variado, com três padarias, duas farmácias, três açougues, um mercado, doze empórios e diversas lojas de móveis, evidenciando o dinamismo econômico do bairro.
Origem e Loteamento das Terras
A história do bairro antecede sua incorporação, tendo início com o loteamento das terras situadas nas várzeas barrentas do Rio Tamanduateí. Antes disso, a região era ocupada por olarias e conhecida como local de lazer para crianças, que exploravam em busca de frutas silvestres e passarinhos.
Antes do loteamento, existia apenas uma estradinha de terra paralela à linha de trem entre o Rio Tamanduateí e a Estrada de Ferro, utilizada como pastagem. Em 1925, José Alcântara Machado de Oliveira e Brasília Leopoldina Machado de Carvalho decidiram lotear cerca de 30 alqueires de sua propriedade. O projeto da nova vila previa ruas circulares ao redor da Praça da Riqueza, eixo central do bairro. Os proprietários também deram à vila o nome de Prosperidade.

Imagem #1 - Reprodução da primeira página da edição de 7 de dezembro de 1963 do Jornal de São Caetano. Em destaque, a manchete relativa ao resultado do plebiscito, favorável à anexação. Notícia da vitória dos moradores da Vila Prosperidade.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
 
Imagem #2 - No dia 10 de abril de 1967, a população reuniu-se para a solenidade que confirmou a anexação da então Vila Prosperidade a São Caetano, a longa disputa  judicial travada contra Santo André desde a realização do plebiscito de 1º de dezembro de 1963 chegou ao fim.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
QR CODE NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA - Rua SÃO JOSÉ

10/04/2026

Ellio Benedetti nasceu em Ribeirão Preto no dia 29 de março de 1917. Era filho de José Benedetti e Maria Benedetti. Foi metalúrgico e trabalhou na Usina São José, no Bairro Prosperidade. Casou-se com Angelina Ferrari, com quem teve dois filhos: Daise Benedetti Batachi e Antônio Carlos Benedetti. Vieram morar em São Caetano no ano de 1946, na Rua dos Mármores, próximo ao local de trabalho de Ellio. No ano de 1947, foi eleito presidente do clube Jabaquara, que, na época, além do campo de futebol possuía também um salão de baile. Ellio Benedetti faleceu no dia 25 de dezembro de 1986.

Rua Hélio Benedetti, está localizada no Bairro Prosperidade, tem o seu início na Avenida Prosperidade, na altura do n° 800, e finaliza além da mesma Avenida Prosperidade, são 234 metros de extensão. Bairro Prosperidade foi pelo decreto: 7654-24/07/1997.

Bairro Prosperidade - História e Desenvolvimento 
A história do Bairro Prosperidade se caracteriza pela sua localização estratégica, situada entre o leito da Estrada de Ferro e as várzeas do Rio Tamanduateí. A região foi alvo de diversos projetos de loteamento, mas enfrentou frequentes problemas político-administrativos. Durante muitos anos, o bairro alternava sua pertença entre Santo André e São Caetano, situação que persistiu até 1967.
O primeiro loteamento do bairro ocorreu em meados da década de 1920, sob iniciativa de José Alcântara Machado de Carvalho. Nessa época, foram abertas as primeiras vias públicas e vendidos os primeiros lotes. Contudo, o plano de armamento e loteamento só recebeu aprovação oficial em 28 de fevereiro de 1944, através do decreto 51, assinado pelo então prefeito de Santo André, José de Carvalho Sobrinho, conforme o processo nº 2399/43.
Em 1932, foi criada a Sociedade Auxiliada Vila Prosperidade, uma empresa dedicada à aquisição de lotes, construção de casas e venda de imóveis. Naquele período, o bairro integrava o Distrito de São Caetano, mas com a criação do município de Santo André em 1938, passou a compor a segunda zona, correspondente ao atual município de São Caetano do Sul.
Anexação ao Município de São Caetano
Com a conquista da autonomia político-administrativa de São Caetano em 1948, a Vila Prosperidade iniciou o movimento para sua anexação ao novo município. Essa reivindicação foi atendida após um plebiscito realizado em 1º de dezembro de 1963, no qual a maioria das pessoas votaram a favor para a incorporação da Vila Prosperidade a São Caetano. Mesmo após o pleito, a anexação só foi concretizada três anos depois, em 13 de abril de 1967, após uma longa disputa judicial com Santo André, marcada por sucessivos embargos que retardaram o processo. 
Memória Fotográfica
Imagem #1 - Vista da travessia do Rio Tamanduateí unindo os bairros Prosperidade e Califórnia. Foto de 1939. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
                                           
Interior da farmácia Droga Nova, localizada no Bairro Prosperidade, um dos estabelecimentos farmacêuticos da Vila Prosperidade na época de sua anexação a São Caetano, localizava-se na Praça da Riqueza, nº 107. Ao centro do estabelecimento, está Diva Cassetari Grassi, primeira farmacêutica de São Caetano do Sul. Foto do ano de 1960. 
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
QR CODE NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA - Rua HÉLIO BENEDETTI

18/03/2026

Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu por volta de 1821 em Laguna, na Província de Santa Catarina, filha de Bento Ribeiro da Silva e Maria Antonia de Jesus.

Anita casou-se com o italiano Giuseppe Garibaldi em 1842. O casal viveu no Brasil e no Uruguai, onde tiveram três filhos. Na Itália, pátria de Giuseppe Garibaldi, ambos se dedicaram à luta pela unificação da península.

Muitos dos feitos de Anita e Giuseppe Garibaldi são relatados nas memórias dele. Em 1839, Giuseppe recebe ordens para atacar embarcações imperiais no litoral brasileiro, e Anita decide acompanhá-lo no navio Rio Pardo. Sobre as intensas batalhas navais, Anita é descrita como uma mulher de grande coragem. Anita empunhou armas e chegou a ser ferida em batalha. Giuseppe expressava o receio de perdê-la, mas também admirava o incentivo que ela dava aos soldados, estimulando-os a lutar bravamente, como ocorreu no conflito de Imbituba (Santa Catarina). Anita foi feita prisioneira quando os farroupilhas foram surpreendidos por tropas imperiais. Levada ao acampamento inimigo. Anita fugiu, atravessando matas e rios de Curitibanos a Lages, onde reencontrou Garibaldi. Em setembro de 1840, Anita deu à luz seu primeiro filho, teve de fugir novamente, escapando de um ataque imperial e se refugiando na floresta.

Em meados de 1841, Anita mudou-se com a família para Montevidéu, no Uruguai. Garibaldi trabalhou como professor e corretor, até ser convidado a comandar o navio Constituição na legião oriental, participando da guerra civil uruguaia.

O casal mudou-se para a Itália em 1847 com os filhos. Lá, integraram a legião italiana e participaram de ações militares pela independência do Reino de Sardenha contra o Império Austro-Húngaro (1848-1849) e na defesa da República de Roma contra os franceses (1849). Em julho de 1849, fugindo da perseguição francesa e austríaca, Anita, Garibaldi e milhares de homens se retiraram de Roma. Ao chegarem em San Marino, Garibaldi dissolveu o exército.

 Anita veio a falecer de malária em 4 de agosto de 1849, na Fattoria Guiccioli – Mandriole, aos 28 anos.

O Museu Casa de Anita, em Laguna, Santa Catarina, foi criado para preservar e recordar a trajetória de Anita Garibaldi.

A Rua Anita Garibaldi está localizada no Bairro Santa Maria, em São Caetano do Sul. Seu traçado inicia-se na Rua Nazaret e termina na Alameda Cassaquera.


Imagem #1 - Igreja São Francisco de Assis, Bairro Santa Maria. Foto da década de 60. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica

QR CODE NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA - Rua ANITA GARIBALDI

26/02/2026

Oswaldo Gonçalves Cruz foi um médico e sanitarista brasileiro considerado o pioneiro da medicina experimental, nascido em São Luís do Paraitinga, em São Paulo, em 5 de agosto de 1872. Era filho de Bento Gonçalves Cruz e Amália Bulhões. Faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, em 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos.

Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1892. No ano de 1897, viajou para Paris, onde permaneceu por dois anos estudando no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia.

De volta ao Rio de Janeiro, assumiu a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal, na Fazenda Manguinhos, Rio de Janeiro, e no ano de 1902 atuou no comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP).

Oswaldo Cruz, por meio de sua destacada atuação promoveu transformações no país, obtendo vitórias sobre o combate à peste bubônica, a febre amarela e a varíola. Para isso, o jovem médico teve que empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da capital federal, na época o Rio de Janeiro, a febre amarela, a peste bubônica e varíola, medidas que o levaram a enfrentar vários problemas, pois Oswaldo Cruz entendia que o transmissor da febre amarela era um mosquito, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreriam casas e ruas, para eliminar focos de insetos, medidas que provocaram reação popular, e em  1904, houve oposição a Oswaldo Cruz. Com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista promoveu implantar a vacinação em massa da população. O congresso imediatamente suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a população passou a procurar os postos de vacinação do Rio de Janeiro.

A consagração internacional ocorreu ao médico sanitarista brasileiro, pois entre 1905 e 1906, Oswaldo Cruz empreendeu uma expedição a 30 portos do país para estabelecer um código sanitário com regras internacionais, e em 1907 ocorreu o seu reconhecimento internacional, quando recebeu a medalha de ouro no Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo seu trabalho de saneamento no Rio de Janeiro.

Em 1910 combateu a malária durante a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, viajou a Rondônia, e erradicou a febre amarela no Pará.

Em 1913, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1915 abandonou a direção do Instituto Oswaldo Cruz e mudou-se para Petrópolis onde foi eleito prefeito da cidade.

A Rua Oswaldo Cruz está situada no Bairro Santa Paula, tendo início na Avenida Goiás e finalizando na Rua Sílvia. Ao longo do tempo, recebeu diferentes nomes, como Rua Júpiter, Rua Cabo Frio e Rua PRS, refletindo as mudanças urbanas e administrativas da região.

O Bairro Santa Paula tem suas origens ligadas às antigas Vila Industrial, Eleikeiroz e Paula. Em 1968, a Prefeitura Municipal de São Caetano oficializou a denominação de Vila Paula, consolidando a identidade do local. No início do século, em 1911, a região era pouco povoada, mas já abrigava o primeiro cemitério, surgindo a partir de antigos lotes coloniais.

Durante o século 19, a área que viria a ser conhecida como Vila Paula localizava-se próxima ao Córrego do Moinho. O processo de loteamento ocorreu na década de 1920, mediado por Gabriel Teixeira de Paula e Serafim Constantino. Entre as famílias pioneiras, destacam-se os Garcia, seguidos por Spinello e Veronesi.

A inauguração da General Motors do Brasil, em 1930, foi um marco importante para o desenvolvimento da infraestrutura local, geração de empregos e melhorias urbanas. Apesar do crescimento, várias chácaras permaneceram no bairro, que também passou a abrigar imigrantes húngaros, búlgaros, poloneses, iugoslavos, alemães e lituanos.

A região da Vila Paula conta com o tradicional Grupo Escolar Dom Benedito Paulo Alves de Souza, inaugurado na década de 1950. Outros pontos de referência são a Escola Estadual Coronel Bonifácio de Carvalho, o Corpo de Bombeiros, a 4ª Companhia da Polícia Militar e o Complexo Educacional que abriga a SECULT (Secretaria Municipal de Cultura de São Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de Letras da Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação Histórica de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural Casa de Vidro-Ateliê Cultural, todos situados na Praça dos Professores, na Avenida Goiás, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo. Na avenida encontram-se ainda a Biblioteca Municipal Paul Harris e a Academia de Letras.

Imagem #1 - No ano de 1958, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo, a Praça do Professor, denominação atribuída em 1956, na Avenida Goiás, onde se vê o Auditório Santos Dumont à esquerda e o Posto de Puericultura Aracy Torres Campanella à direita.

Hoje este mesmo lugar é um espaço utilizado para as atividades culturais no Complexo Educacional de Ensino Fundamental, formado pela SECULT (Secretaria Municipal de Cultura de São Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de Letras da Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação Histórica de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural Casa de Vidro-Ateliê Cultural.

QR CODE NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA - Rua OSWALDO CRUZ