Oswaldo
Gonçalves Cruz foi um médico e sanitarista brasileiro considerado o pioneiro da
medicina experimental, nascido em São Luís do Paraitinga, em São Paulo, em 5 de
agosto de 1872. Era filho de
Bento Gonçalves Cruz e Amália Bulhões. Faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro,
em 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos.
Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro em 1892. No ano de 1897, viajou para Paris, onde permaneceu por dois
anos estudando no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de
Toxicologia.
De volta ao Rio de Janeiro, assumiu a direção
técnica do Instituto Soroterápico Federal, na Fazenda Manguinhos, Rio de
Janeiro, e no ano de 1902 atuou no comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública
(DGSP).
Oswaldo Cruz,
por meio de sua destacada atuação promoveu transformações no país, obtendo vitórias sobre o combate à
peste bubônica, a febre amarela e a varíola. Para isso, o jovem médico teve que
empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da capital
federal, na época o Rio de Janeiro, a febre amarela, a peste bubônica e
varíola, medidas que o levaram a enfrentar vários problemas, pois Oswaldo Cruz
entendia que o transmissor da febre amarela era um mosquito, e implantou
medidas sanitárias com brigadas que percorreriam casas e ruas, para eliminar
focos de insetos, medidas que provocaram reação popular, e em 1904, houve oposição a Oswaldo Cruz. Com o
recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista promoveu implantar a
vacinação em massa da população. O congresso imediatamente suspendeu a
obrigatoriedade da vacina. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a
população passou a procurar os postos de vacinação do Rio de Janeiro.
A consagração internacional ocorreu ao médico
sanitarista brasileiro, pois entre 1905 e 1906, Oswaldo Cruz empreendeu uma
expedição a 30 portos do país para estabelecer um código sanitário com regras
internacionais, e em 1907 ocorreu o seu reconhecimento internacional, quando
recebeu a medalha de ouro no Congresso Internacional de Higiene e Demografia de
Berlim, na Alemanha, pelo seu trabalho de saneamento no Rio de Janeiro.
Em 1910 combateu a malária durante a construção da
Ferrovia Madeira-Mamoré, viajou a Rondônia, e erradicou a febre amarela no
Pará.
Em 1913, foi eleito para a Academia
Brasileira de Letras. Em 1915 abandonou a direção do Instituto Oswaldo Cruz e
mudou-se para Petrópolis onde foi eleito prefeito da cidade.
A Rua Oswaldo Cruz está
situada no Bairro Santa Paula, tendo início na Avenida Goiás e
finalizando na Rua Sílvia. Ao longo do tempo, recebeu diferentes nomes, como
Rua Júpiter, Rua Cabo Frio e Rua PRS, refletindo as mudanças urbanas e
administrativas da região.
O Bairro Santa Paula tem suas
origens ligadas às antigas Vila Industrial, Eleikeiroz e Paula. Em 1968, a
Prefeitura Municipal de São Caetano oficializou a denominação de Vila Paula,
consolidando a identidade do local. No início do século, em 1911, a região era
pouco povoada, mas já abrigava o primeiro cemitério, surgindo a partir de
antigos lotes coloniais.
Durante o século 19, a área que
viria a ser conhecida como Vila Paula localizava-se próxima ao Córrego do
Moinho. O processo de loteamento ocorreu na década de 1920, mediado por Gabriel
Teixeira de Paula e Serafim Constantino. Entre as famílias pioneiras,
destacam-se os Garcia, seguidos por Spinello e Veronesi.
A inauguração da General Motors
do Brasil, em 1930, foi um marco importante para o desenvolvimento da
infraestrutura local, geração de empregos e melhorias urbanas. Apesar do
crescimento, várias chácaras permaneceram no bairro, que também passou a abrigar
imigrantes húngaros, búlgaros, poloneses, iugoslavos, alemães e lituanos.
A região da Vila Paula conta com
o tradicional Grupo Escolar Dom Benedito Paulo Alves de Souza, inaugurado na
década de 1950. Outros pontos de referência são a Escola Estadual Coronel
Bonifácio de Carvalho, o Corpo de Bombeiros, a 4ª Companhia da Polícia Militar
e o Complexo Educacional que abriga a SECULT (Secretaria Municipal de Cultura
de São Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de
Letras da Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação
Histórica de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural
Casa de Vidro-Ateliê Cultural, todos situados na Praça dos Professores, na
Avenida Goiás, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo. Na avenida
encontram-se ainda a Biblioteca Municipal Paul Harris e a Academia de Letras.
Imagem #1 - No ano de 1958, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo, a Praça do Professor, denominação atribuída em 1956, na Avenida Goiás, onde se vê o Auditório Santos Dumont à esquerda e o Posto de Puericultura Aracy Torres Campanella à direita.
Hoje este mesmo
lugar é um espaço utilizado para as atividades culturais no Complexo
Educacional de Ensino Fundamental, formado pela SECULT (Secretaria Municipal de Cultura de São
Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de Letras da
Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação Histórica
de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural Casa de
Vidro-Ateliê Cultural.
Arlindo Marchetti nasceu em 1º de novembro de 1917, na cidade de
Tabatinga, no estado de São Paulo. Era filho de Miguel Marchetti e Albina
Vallini. Mudou-se para São Caetano, ao lado da esposa, Silvana Isolina Zambrani
Marchetti. Tiveram duas filhas: Isa Maria e Ana Maria.
Profissionalmente, Arlindo Marchetti atuou como contador. Na vida
pública, destacou-se como vereador eleito para a Primeira Legislatura da Câmara
Municipal de São Caetano, com início em 3 de abril de 1949, demonstrando seu
engajamento e compromisso com a política local.
A participação de Arlindo Marchetti em movimentos sociais foi
marcante. Ele esteve presente na Sociedade Amigos de São Caetano, entidade
fundada em 2 de setembro de 1947 com o objetivo de fortalecer o movimento
autonomista da região. O principal feito dessa sociedade foi encaminhar à
Assembleia Legislativa o requerimento para a realização de um plebiscito pela
autonomia de São Caetano.
O envolvimento de Arlindo Marchetti também foi fundamental no
Movimento dos Líderes Autonomistas de 1948, que resultou na emancipação de São
Caetano. O movimento, vitorioso, culminou em 24 de dezembro de 1948, com a
assinatura da emancipação da cidade pelo governador do Estado de São Paulo, em
cerimônia realizada no Palácio do Governo.
Além de sua atuação política, Arlindo Marchetti participou da fundação
da Sociedade Beneficente Hospital São Caetano, em 1954, sendo sócio fundador e
membro da primeira diretoria da instituição, no mesmo ano.
A Rua Arlindo Marchetti, está localizada no Bairro Santa
Maria, em São Caetano do Sul. Seu traçado inicia-se na Rua João Galego e
termina na Rua Boa Vista. Historicamente, essa rua teve diferentes denominações
ao longo do tempo: inicialmente era chamada de Rua Beatriz, depois recebeu os
nomes de Rua 2, Rua Tapajós e Rua Retirada da Laguna, até chegar à designação
atual em homenagem a Arlindo Marchetti.
O Bairro Santa Maria tem sua história marcada pela fusão das Vilas
Santa Maria, Pujol e Saúde, além do Jardim Cândida. A região foi colonizada por
imigrantes espanhóis e seu loteamento ocorreu na década de 1920, conduzido
pelos irmãos Hippolyto Pujol, que eram proprietários do local e responsáveis
pela divisão dos lotes.
Uma das contribuições importantes para o desenvolvimento do bairro foi
a implantação do sistema de bondes, que conectava São Caetano a outras áreas da
região. O bairro é caracterizado por curvas e diferentes níveis de altura em
seu relevo.
Na história do bairro, destaca-se o cultivo de diversas espécies de
flores. Outro personagem importante foi Vicente Rodrigues Vieira, conhecido
como o curandeiro, que atendia os moradores em sua casa e costumava
prescrever novenas aos doentes. Após seu falecimento em 1935, seu filho Bento
Rodrigues Vieira manteve o atendimento à comunidade.
No bairro existiu a antiga Chácara do Dr. Souza Voto, que servia como
espaço para festas e bailes. Posteriormente, o local deu lugar à APAE
(Associação de Pais e Amigos do Excepcional). O Teatro Paulo Machado de
Carvalho permanece como uma referência cultural, juntamente com o posto de
puericultura, o Parque Santa Maria e as escolas do bairro.
Imagem #1 - Em 23 de abril de 1948, uma comissão de Autonomistas entregava na Assembléia Legislativa, SP, o memorial solicitando a criação do Município de São Caetano do Sul. Da esquerda para a direita: Arlindo Marchetti. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica.
Graciliano Ramos de Oliveira foi um importante escritor, político e
jornalista brasileiro, nascido em Quebrangulo, Alagoas, em 27 de outubro de
1892. Em sua vida pessoal, casou-se com Heloísa de Medeiros, com quem teve
quatro filhos. Graciliano faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20 de março de
1953, aos 61 anos.
Em 1927, Graciliano Ramos foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios,
Alagoas. Apesar da carreira política ter sido breve, sua gestão ficou marcada
por promover verdadeiras transformações na cidade. Sua reputação de comerciante
respeitado entre a sociedade local contribuiu para que sua atuação à frente da
prefeitura fosse vista como revolucionária.
O primeiro romance de Graciliano, intitulado Caetés, foi
publicado em 1930. Nessa época, ele morava em Maceió, onde assumiu a direção da
Imprensa Oficial do Estado. Durante esse período, conviveu com importantes nomes
da literatura nacional, como José Lins do Rego, Rachel de Queiroz e Jorge
Amado. O destaque de suas obras são: São Bernardo, 1934 ; Vidas Secas,
1938.
No ano de 1936, Graciliano foi preso, experiência que mais tarde seria
retratada no livro Memórias do Cárcere, em 1953. Esse episódio marcou
profundamente sua trajetória pessoal e literária.
Graciliano realizou uma viagem pela Europa, experiência registrada na
obra Viagem. Ao longo da vida, ele também atuou como tradutor de
diversas obras. Reconhecido por seu talento, recebeu vários prêmios e teve sua
obra amplamente elogiada pela crítica literária no Brasil e internacionalmente.
A Rua Graciliano Ramos, situada no bairro Jardim São Caetano,
inicia-se na Rua Pasteur e termina na Rua Winston Churchill. Historicamente,
essa via já foi conhecida como Rua Grota Funda e Rua C, denominações que
remontam ao loteamento da antiga Vila Belvedere.
O desenvolvimento do Jardim São Caetano teve início em 1930, quando o
Bank of London, por meio de sua filial no Brasil, adquiriu o terreno.
Nessa época da aquisição pelo Bank of London, a área era caracterizada
por diversas lagoas e grande parte do terreno era utilizada pela fábrica
Cerâmica São Caetano para extração de argila. A propriedade era de grande
extensão, sendo composta por áreas pertencentes à F. Ford e à Wadih Pedro &
Irmão.
Posteriormente, em 1949, foi realizado o primeiro loteamento na
região, denominado Vila Belvedere, loteamento local foi idealizado pelo
engenheiro Victor Malunud e por Delamonica Pereira de Castro, contribuindo para
o desenvolvimento e urbanização do bairro.
No início da década de 1960, a
Companhia City iniciou a construção de residências luxuosas, marcando
efetivamente o surgimento do Jardim São Caetano, que se destaca como a última
área urbanizada de São Caetano do Sul.
Imagem #1 - Vista parcial do Jardim São Caetano, quando as primeiras casas começaram a ser construídas.
Uladislau
Herculano de Freitas Guimarães, Herculano de Freitas, foi um advogado,
jornalista, político, professor acadêmico, nascido em Arroio
Grande, província do Rio do Grande do
Sul, no dia 25 de novembro de 1865. Era filho de Rogério José e de Joaquina
Caetana de Freitas Guimarães. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14 de maio de
1926, aos 60 anos.
Na sua
formação de advogado, pela Faculdade de Direito de São Paulo, recebeu o grau de
bacharel em 1889 e o grau de doutor em 1891, onde atuou como professor no ano
de 1890. Foi eleito diretor da Faculdade de Direito de São Paulo no período de
1915 a 1917.
Na política, foi eleito deputado estadual e, em
1894, deputado federal por São Paulo. Em 1896, foi eleito senador, sendo que,
em 1922, foi novamente eleito senador e depois deputado federal por São Paulo.
Em 1918, foi nomeado secretário da Justiça e da Segurança Pública do Estado de
São Paulo. Por decreto no ano de 1925, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal
Federal.
A Rua Herculano de Freitas está situada no Bairro da
Fundação e tem seu início na Rua Rio Branco, finalizando na Avenida do
Estado. Anteriormente, era conhecida como Rua Tenente Gel. Alfredo Fláquer.
Na origem do bairro, em tempos passados, era denominado Bairro da
Ponte. Em 15 de dezembro de 1950, foi sancionada a lei 133, que oficializou o
nome de Bairro da Fundação.
O bairro preserva grande valor histórico, pois desde o século XVIII
foi sede da Fazenda Beneditina de São Caetano. No final do século XIX, em
específico no dia 28 de julho de 1877, o local recebeu os primeiros imigrantes
italianos, instalados no então Núcleo Colonial de São Caetano, fundado pelo
governo imperial.
O desenvolvimento do bairro foi marcante não apenas para a cidade, mas
também para a região do estado de São Paulo, inicialmente com as olarias e,
posteriormente, com o surgimento das diversas indústrias.
O Bairro da Fundação foi pioneiro no município no desenvolvimento de
repartições públicas e escolas, refletindo seu papel de destaque na organização
urbana e educacional.
A arquitetura da região
preserva a herança histórica do bairro, estando presente em edificações. Entre
os marcos históricos, destacam-se a Igreja Matriz Velha, o sítio histórico
conhecido atualmente na Vitrine Arqueológica e a Escola Municipal de Ensino Fundamental
Senador Fláquer, que foi criada em 1920 e passou a ser municipalizada em 2007.
A tradicional Festa Italiana, que chega à sua 33ª edição, é realizada atualmente no Parque Província de Treviso, localizado na Praça Comendador Ermelino Matarazzo, dentro do Bairro da Fundação.
Imagem #1 - No ano de 1958, o prédio do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem de S.C.S. na Rua Herculano de Freitas, 133, Bairro da Fundação. Acervo/FPMSCS
Após um
estudo detalhado dos documentos provenientes dos séculos XVI e XVII, foi
possível concluir que o Caminho do Tijucuçu, inclusive a região de São Caetano,
apresenta vestígios dos Antigos Caminhos do Mar.
Durante o
período colonial brasileiro a região era de passagem para tropeiros que
transitavam entre o planalto e o litoral, tornando-se um ponto estratégico para
o fluxo de pessoas e mercadorias.
As placas,
identificadas nas ruas Maximiliano Lorenzini, Rio Branco, a Rua Herculano de
Freitas, entre outras, exibem os nomes dos caminhos remanescentes, caminhos
históricos que foram incorporados ao traçado urbano atual.
Tudo indica
que o chamado Caminho Velho do Mar foi alcançado pelo Caminho Novo em São
Caetano. É notável pensar que as ruas que hoje compõem o cotidiano da população
de São Caetano foram, em um passado distante, percorridas por tropeiros
determinados a vencer a serra do mar.
Esses
registros indicam a permanência de elementos do passado na configuração da
cidade moderna.
Rua João D’Agostini
Filho de Luigi e Joana D'Agostini, imigrantes italianos estabelecidos em São Caetano no dia 28 de julho de 1877, João D'Agostini exerceu a profissão de pedreiro na cidade.
Foi responsável pela construção de edifícios que abrigaram importantes estabelecimentos comerciais de São Caetano, como Casa Weigand e Padaria Marchigiana, de propriedade da família Santarelli.
Comandou também a construção do Estádio Conde Francisco Matarazzo (pertencente ao São Caetano Esporte Clube), que ficava na Rua Paraíba. João D'Agostini foi ainda músico da banda Casa de Savóia.
A Rua João D’Agostini está situada no Bairro Mauá, tendo o início na Rua da Eternidade e finalizando na Rua Carmine Perrela.
O Bairro Mauá nasceu em virtude do decreto municipal 3064, de 15 de janeiro de 1968, é formado por parte da Fazenda São Caetano, que existiu entre 1631 e 1877.
Na localidade, que se denominou Vila Boqueirão, também está inclusa parte das vilas Gisela e Marlene, no ano de 1958 a prefeitura do município indicava em projeto que o bairro a seria um loteamento residencial. Após a aprovação do projeto em 1959, deu-se as vendas dos lotes.
Os conjuntos
habitacionais foram concebidos pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e pela
Cooperativa Habitacional do ABC.
Em sua localização, o Bairro Mauá traz a referência da Estrada das Lágrimas, que interliga o munícipio com a capital São Paulo e com o município de São Bernardo do Campo, que intercruza com Rudge Ramos, uma das vertentes do Antigo Caminho do Mar.
Uma das ruas do Conjunto Residencial que deu
origem ao Bairro Mauá na década de 60. As casas foram construídas pela
Cooperativa Habitacional de São Caetano do Sul, que transformou a Vila
Boqueirão no Bairro Mauá. Foram construídas 493 casas para trabalhadores.
Considera-se a primeira Cooperativa Habitacional do ABC. Acervo/Fundação Pró-Memória
de São Caetano do Sul.
Rua Carmine
Perrella
Carmine Perrella nasceu no dia 29 de outubro de
1863, em Boiano, Província de Campobasso, na Itália e faleceu em São Caetano,
em 11 de julho de 1956. Era filho de Nicola Perrella e de Agatha Perrella.
Chegou ao Brasil em 1881, tendo se instalado em São Caetano em 1883.
Na cidade, foi proprietário de olaria, juiz de paz e
um dos fundadores da Sociedade de Mútuo Socorro Principe di Napoli e da
Sociedade Internacional União Operária. Foi casado com Corinda Perrella, com
quem teve seis filhos.
A Rua Carmine Perrella está situada no Bairro
Mauá, tendo o início na Rua Constantino de Moura Baptista e
finalizando na Rua Capivari, ambas no Bairro Mauá.
Ao longo do tempo
recebeu diferentes nomes como Rua E e Rua 5. As
alterações e oficializações de nome foram regidas pelas seguintes leis e
processos: Lei 562 de 15/10/1955, Lei 1348 de 29/03/1965 - Denominação de vias
públicas promulgada pelo Prefeito Municipal de São Caetano do Sul, Anacleto
Campanella, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei, e dispõe
sobre oficialização e denominação de vias públicas.
O Bairro Mauá, nasceu em virtude do decreto municipal 3064, de 15 de
janeiro de 1968, é formado por parte da Fazenda São Caetano, que existiu entre
1631 a 1877.
A localidade, que se
denominou Vila Boqueirão, também está inclusa parte das vilas Gisela e Marlene,
no ano de 1958 a prefeitura do município indicava em projeto que o bairro seria
um loteamento residencial. Após, a aprovação do projeto em 1959, deu-se as
vendas dos lotes.
Os conjuntos
habitacionais foram concebidos pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e pela
Cooperativa Habitacional do ABC.
Em sua localização, o
Bairro Mauá traz a referência da Estrada das Lágrimas que interliga o munícipio
com a capital São Paulo e com o município de São Bernardo do Campo que
intercruza com o bairro de Rudge Ramos, uma das vertentes do Antigo Caminho do
Mar. Também, encontra-se o Cemitério das
Lágrimas, e um viveiro onde está o
Parque Botânico, a Escola de Ecologia.
No Bairro Mauá
encontra-se o EME Profa. Alcina Dantas Feijão e a EMEF Ângelo Raphael
Pelegrino.
Na década de 60, o
município recebeu a então denominada Escola de Engenharia Mauá, a primeira de
nível superior a instalar-se no munícipio.
Giácomo
Dal’Cin nasceu em 14 de fevereiro de 1838, na Província de Treviso, Itália, na
cidade de Vitório Vêneto. Faleceu em 19 de março de 1915, em São Caetano do
Sul, SP, aos 77 anos.
Filho de
Giovanni e Angela Dal’Cin, a sua trajetória de vida teve um novo caminhar
quando, em 28 de julho de 1877, Giácomo chegou, na então fazenda São
Caetano, acompanhado dos primeiros
imigrantes italianos que fundaram São Caetano do Sul, denominado de núcleo de
São Caetano, no qual ocorreu a demarcação dos lotes das primeiras 28 famílias
(156 pessoas) que chegaram à antiga Fazenda de São Caetano. Ao chegarem, foram
recebidos e instalados na casa grande e nas senzalas da antiga Fazenda de São
Caetano, local que, na época, tinha pouco mais de uma dezena de moradores, uma
igreja em ruínas e uma vasta mata próxima ao Rio Tamanduateí.
Giácomo veio
ao Brasil com sua esposa, Domingas Lou Dal’Cin, e o filho primogênito, João
Baptista Dal’Cin. Já estabelecidos em terras brasileiras, o casal teve outros
quatro filhos: Luiz, Augusta, Antonio e Ângelo Dal’Cin. A família recebeu o
lote número 1, situado à esquerda da Capela de São Caetano, na esquina das
atuais ruas 28 de Julho e Mariano Pamplona.
Profissionalmente,
Giácomo Dal’Cin dedicou-se à carpintaria, precisamente naa confecção de caixões
funerários. Também atuou como pedreiro, contribuindo de forma significativa
para a construção da igreja Matriz de São Caetano. Integrado à comunidade local,
sua participação foi colaborativa para o desenvolvimento da região. Além de
suas atividades profissionais e comunitárias, Giácomo Dal’Cin fez parte do
grupo de fundadores do São Caetano Esporte Clube, criado em 1914.
A Rua Giácomo Dalcin está situada no Bairro
Boa Vista, iniciando-se na Rua José Roberto e finalizando na Rua Juruá.
Anteriormente, essa via era conhecida como Rua B, nome atribuído em 1955
durante o loteamento realizado por Ângelo Ferro.
O Bairro Boa
Vista tem sua história com a Vila Palmeiras que foi loteada na década de 1940,
período em que iniciou o processo de urbanização da região. Contudo, sua
formação também contempla loteamentos realizados em áreas anteriormente
conhecidas como Vila Júlia, Vila Ida (Ida Vital), parte da Vila Santa Maria e a
Mata da Viúva. Todas essas regiões contribuíram para o surgimento do atual
Bairro Boa Vista.
Diversas
famílias de imigrantes, como Fantinatti, Falzarano, Thomé, Venturine, entre
outras, escolheram o bairro para residir. O local tornou-se um ponto de
acolhida para imigrantes que buscavam uma nova vida na região.
O nome
"Boa Vista" tem origem na chácara do senhor Hidat, localizada em uma
posição elevada, o que proporciona ampla visão dos arredores. Esse local passou
a ser frequentado pelos munícipes interessados em observar a região,
consolidando o nome que remete à bela vista do alto.
A partir da
década de 1950, o bairro passou a receber investimentos em infraestrutura e
melhorias urbanas. Destacam-se ainda instituições relevantes para a sociedade,
como a biblioteca Ester Mesquita, que esteve presente no bairro entre 1967 e
1980. Atualmente, o Bairro Boa Vista abriga importantes instituições na área da
educação.
Imagem #1 - Placa com o nome de Giácomo Dal’Cin, um dos nomes de fundadores da cidade de São Caetano do Sul, que chegaram ao núcleo colonial em 28/07/1877. A placa foi inaugurada em 1927, e está localizada na igreja Matriz Velha, Bairro da Fundação, em São Caetano do Sul. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica.
Imagem #1 - As antigas denominações de Rua E e Rua 5, e atual denominação de Rua Carmine Perrela. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul