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  • Cesta ! O vitorioso basquete feminino de São Caetano do Sul ( 1968-1977)
    Local: Hall de entrada SELJ (Av. Fernando Simonsen, 190). Período de visitação: de 8 de outubro de 2025 a 24 de abril de 2026.

Programação


10/02/2026

Rua João D’Agostini

Filho de Luigi e Joana D'Agostini, imigrantes italianos estabelecidos em São Caetano no dia 28 de julho de 1877, João D'Agostini exerceu a profissão de pedreiro na cidade.

Foi responsável pela construção de edifícios que abrigaram importantes estabelecimentos comerciais de São Caetano, como Casa Weigand e Padaria Marchigiana, de propriedade da família Santarelli.

Comandou também a construção do Estádio Conde Francisco Matarazzo (pertencente ao São Caetano Esporte Clube), que ficava na Rua Paraíba. João D'Agostini foi ainda músico da banda Casa de Savóia.

A Rua João D’Agostini está situada no Bairro Mauá, tendo o início na Rua da Eternidade e finalizando na Rua Carmine Perrela.

O Bairro Mauá nasceu em virtude do decreto municipal 3064, de 15 de janeiro de 1968, é formado por parte da Fazenda São Caetano, que existiu entre 1631 e 1877.

Na localidade, que se denominou Vila Boqueirão, também está inclusa parte das vilas Gisela e Marlene, no ano de 1958 a prefeitura do município indicava em projeto que o bairro a seria um loteamento residencial. Após a aprovação do projeto em 1959, deu-se as vendas dos lotes.

Os conjuntos habitacionais foram concebidos pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e pela Cooperativa Habitacional do ABC.

Em sua localização, o Bairro Mauá traz a referência da Estrada das Lágrimas, que interliga o munícipio com a capital São Paulo e com o município de São Bernardo do Campo, que intercruza com Rudge Ramos, uma das vertentes do Antigo Caminho do Mar.

Uma das ruas do Conjunto Residencial que deu origem ao Bairro Mauá na década de 60. As casas foram construídas pela Cooperativa Habitacional de São Caetano do Sul, que transformou a Vila Boqueirão no Bairro Mauá. Foram construídas 493 casas para trabalhadores. Considera-se a primeira Cooperativa Habitacional do ABC. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul.

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10/02/2026

Rua Carmine Perrella

Carmine Perrella nasceu no dia 29 de outubro de 1863, em Boiano, Província de Campobasso, na Itália e faleceu em São Caetano, em 11 de julho de 1956. Era filho de Nicola Perrella e de Agatha Perrella. Chegou ao Brasil em 1881, tendo se instalado em São Caetano em 1883.

Na cidade, foi proprietário de olaria, juiz de paz e um dos fundadores da Sociedade de Mútuo Socorro Principe di Napoli e da Sociedade Internacional União Operária. Foi casado com Corinda Perrella, com quem teve seis filhos.

A Rua Carmine Perrella está situada no Bairro Mauá, tendo o início na Rua Constantino de Moura Baptista e finalizando na Rua Capivari, ambas no Bairro Mauá.

Ao longo do tempo recebeu diferentes nomes como Rua E e Rua 5. As alterações e oficializações de nome foram regidas pelas seguintes leis e processos: Lei 562 de 15/10/1955, Lei 1348 de 29/03/1965 - Denominação de vias públicas promulgada pelo Prefeito Municipal de São Caetano do Sul, Anacleto Campanella, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei, e dispõe sobre oficialização e denominação de vias públicas.

O Bairro Mauá, nasceu em virtude do decreto municipal 3064, de 15 de janeiro de 1968, é formado por parte da Fazenda São Caetano, que existiu entre 1631 a 1877.

A localidade, que se denominou Vila Boqueirão, também está inclusa parte das vilas Gisela e Marlene, no ano de 1958 a prefeitura do município indicava em projeto que o bairro seria um loteamento residencial. Após, a aprovação do projeto em 1959, deu-se as vendas dos lotes.

Os conjuntos habitacionais foram concebidos pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e pela Cooperativa Habitacional do ABC.

Em sua localização, o Bairro Mauá traz a referência da Estrada das Lágrimas que interliga o munícipio com a capital São Paulo e com o município de São Bernardo do Campo que intercruza com o bairro de Rudge Ramos, uma das vertentes do Antigo Caminho do Mar. Também, encontra-se  o Cemitério das Lágrimas, e um viveiro  onde está o Parque Botânico, a Escola de Ecologia.

No Bairro Mauá encontra-se o EME Profa. Alcina Dantas Feijão e a EMEF Ângelo Raphael Pelegrino.

Na década de 60, o município recebeu a então denominada Escola de Engenharia Mauá, a primeira de nível superior a instalar-se no munícipio.

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10/02/2026

Giácomo Dal’Cin nasceu em 14 de fevereiro de 1838, na Província de Treviso, Itália, na cidade de Vitório Vêneto. Faleceu em 19 de março de 1915, em São Caetano do Sul, SP, aos 77 anos.

Filho de Giovanni e Angela Dal’Cin, a sua trajetória de vida teve um novo caminhar quando, em 28 de julho de 1877, Giácomo chegou, na então fazenda São Caetano,   acompanhado dos primeiros imigrantes italianos que fundaram São Caetano do Sul, denominado de núcleo de São Caetano, no qual ocorreu a demarcação dos lotes das primeiras 28 famílias (156 pessoas) que chegaram à antiga Fazenda de São Caetano. Ao chegarem, foram recebidos e instalados na casa grande e nas senzalas da antiga Fazenda de São Caetano, local que, na época, tinha pouco mais de uma dezena de moradores, uma igreja em ruínas e uma vasta mata próxima ao Rio Tamanduateí.

Giácomo veio ao Brasil com sua esposa, Domingas Lou Dal’Cin, e o filho primogênito, João Baptista Dal’Cin. Já estabelecidos em terras brasileiras, o casal teve outros quatro filhos: Luiz, Augusta, Antonio e Ângelo Dal’Cin. A família recebeu o lote número 1, situado à esquerda da Capela de São Caetano, na esquina das atuais ruas 28 de Julho e Mariano Pamplona.

Profissionalmente, Giácomo Dal’Cin dedicou-se à carpintaria, precisamente naa confecção de caixões funerários. Também atuou como pedreiro, contribuindo de forma significativa para a construção da igreja Matriz de São Caetano. Integrado à comunidade local, sua participação foi colaborativa para o desenvolvimento da região. Além de suas atividades profissionais e comunitárias, Giácomo Dal’Cin fez parte do grupo de fundadores do São Caetano Esporte Clube, criado em 1914.

 A Rua Giácomo Dalcin está situada no Bairro Boa Vista, iniciando-se na Rua José Roberto e finalizando na Rua Juruá. Anteriormente, essa via era conhecida como Rua B, nome atribuído em 1955 durante o loteamento realizado por Ângelo Ferro.

O Bairro Boa Vista tem sua história com a Vila Palmeiras que foi loteada na década de 1940, período em que iniciou o processo de urbanização da região. Contudo, sua formação também contempla loteamentos realizados em áreas anteriormente conhecidas como Vila Júlia, Vila Ida (Ida Vital), parte da Vila Santa Maria e a Mata da Viúva. Todas essas regiões contribuíram para o surgimento do atual Bairro Boa Vista.

Diversas famílias de imigrantes, como Fantinatti, Falzarano, Thomé, Venturine, entre outras, escolheram o bairro para residir. O local tornou-se um ponto de acolhida para imigrantes que buscavam uma nova vida na região.

O nome "Boa Vista" tem origem na chácara do senhor Hidat, localizada em uma posição elevada, o que proporciona ampla visão dos arredores. Esse local passou a ser frequentado pelos munícipes interessados em observar a região, consolidando o nome que remete à bela vista do alto.

A partir da década de 1950, o bairro passou a receber investimentos em infraestrutura e melhorias urbanas. Destacam-se ainda instituições relevantes para a sociedade, como a biblioteca Ester Mesquita, que esteve presente no bairro entre 1967 e 1980. Atualmente, o Bairro Boa Vista abriga importantes instituições na área da educação.

Imagem #1 - Placa com o nome de Giácomo Dal’Cin, um dos nomes de fundadores da cidade de São Caetano do Sul, que chegaram ao núcleo colonial em 28/07/1877. A placa foi inaugurada em 1927, e está localizada na igreja Matriz Velha, Bairro da Fundação, em São Caetano do Sul. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica.

Imagem #1 - As antigas denominações de Rua E e Rua 5, e atual denominação de Rua Carmine Perrela. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

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28/01/2026

A mostra contempla uma das ações do projeto de arte têxtil Do fio que tece afetos, idealizado por Andrea Cabrini, que se dedica ao mapeamento da produção contemporânea que tem o fio como materia norteadora. As técnicas incluem bordado,tecelagem,crochê,performance, entre outras.
Os artistas convidados trabalham com processos amplos e intensa pesquisa de materiais. A curadoria é assinada por Marina Frúgoli.
DO FIO QUE TECE AFETOS

28/01/2026

Uma linda exposição em comemoração dos 50 anos de carreira do cartunista Mastrotti.
ENTRE RABISCOS E RISOS: a vida e a arte do cartunista MASTROTTI

03112025

Vital Brasil Mineiro da Campanha Filho (Vital Brasil Filho), nascido em 1904 em Paris, França, e morreu em 1936 em Niterói, Rio de Janeiro. Foi um médico e pesquisador que juntamente com o seu pai, Vital Brazil, em 1933 estudou o envenenamento causado por cobras corais.

Filho do renomado médico sanitarista e pesquisador Vital Brazil Mineiro da Campanha (Vital Brazil, 1865–1950) que foi o fundador do Instituto Butantan, em São Paulo, e do Instituto Vital Brazil, de Niterói, Rio de Janeiro. Também foi o criador do soro antiofídico, e a sua atuação foi no combate às epidemias com contribuição para a saúde pública brasileira.

Vital Brasil Filho morreu jovem devido a uma septicemia, após se contaminar durante pesquisas com microrganismos no laboratório do instituto em Niterói, Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da faculdade de veterinária da Universidade Federal Fluminense, UFF, e que, em sua homenagem, o diretório acadêmico e a rua receberam o seu nome.

Em sua homenagem denomina-se Avenida Vital Brasil Filho que está situada no Bairro Olímpico, em São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil. O início da rua é na Rua São Paulo, também no Bairro Olímpico, e seu término ocorre na Rua Ingá, localizada no mesmo bairro.

A oficialização do nome foi regida pela Lei nº 2.310 Instituiu o nome da Avenida Vital Brasil Filho para uma via pública na cidade, com o objetivo de homenagear Vital Brasil Filho, a Lei 1348 de 29/03/1965 - Denominação de vias públicas promulgada pelo Prefeito Municipal de São Caetano do Sul, Anacleto Campanella, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei, e dispõe sobre oficialização e denominação de vias públicas.

No bairro, antes de 1950, existiam na região três loteamentos: a Vila Ressaca, Vila Camila e Vila Monte Alegre, sendo que a urbanização na localidade começou por volta de 1950. Nessa época, era chamada de Monte Alegre Novo, onde se construiu o Estádio Municipal Anacleto Campanella, em 1954, fato que trouxe influência para a mudança do nome, primeiramente Vila Olímpica, e que, em 1968, recebeu o nome atual de Bairro Olímpico.

Na atualidade o Bairro Olímpico faz fronteiras com os bairros Santa Maria e Barcelona, a Rua São Paulo e a Rua Silvia, Bairro Boa Vista. O limite entre o Bairro Oswaldo Cruz, são a Avenida Vital Brasil Filho e a Rua Ingá com a Avenida Paraíso.

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03112025

Henrique Dias, um dos combatentes da guerra contra os holandeses, nasceu em Recife, Capitania de Pernambuco, Brasil Colonial.

Em 1637, na Batalha de Porto Calvo, foi ferido na mão esquerda e teve de amputá-la, o que não o impediu de retornar ao combate. Morreu esquecido, no Recife, em 1662.

Henrique Dias foi militar, filho de escravos, líder negro, participando de forma decisiva nas Batalhas de Guararapes, fato decisivo para a expulsão dos holandeses do Nordeste Brasileiro.

Em sua homenagem denomina-se Rua Henrique Dias, que está situada no Bairro Fundação, em São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil. O início da rua é na Rua Municipal, e o final na Rua Aquidaban localizada no mesmo bairro. A oficialização do nome foi regida pela Lei 562 de 15/10/1955, Lei 1348 de 29/03/1965 - Denominação de vias públicas promulgada pelo Prefeito Municipal de São Caetano do Sul, Anacleto Campanella, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei, e dispõe sobre oficialização e denominação de vias públicas.

 O limite do bairro situa-se no limite de São Caetano do Sul com o Bairro de Vila Prudente, capital de São Paulo, entre o Rio Tamanduateí e a estrada de ferro, que integra o bairro com a área central do município. A divisa com o Bairro Prosperidade é feita por meio do Córrego do Moinho.

O Bairro da Fundação cresceu ao redor da Igreja de São Caetano do Sul, a Matriz Velha do município. Esse bairro foi a área primitiva, tanto das olarias como das indústrias, as primeiras repartições públicas e privadas, como a Sociedade Príncipe Di Napoli, o Grupo Escolar Senador Flaquer, o cinema, a cadeia e o Palacete De Nardi, que hoje é sede do Museu Histórico Municipal.

O primeiro Prefeito Municipal eleito de São Caetano do Sul (1949-1953), Ângelo Raphael Pellegrino, em 15 de dezembro de 1950, sancionou a lei nº 135 que deu o nome Fundação ao então denominado Bairro da Ponte.

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03112025

Antônio Frederico de Castro Alves, advogado, foi um dos mais destacados poetas brasileiros do século XIX. Nascido em 1847, na então Vila de Curralinho, Bahia, local que posteriormente, em 1900, recebeu o nome de Castro Alves. Filho do médico Antônio José Alves e de Clélia Brasília da Silva Castro, a sua vida, embora breve, foi marcada por uma intensa produção literária e pelo engajamento em causas sociais. O poeta faleceu precocemente em 1871, aos 24 anos, em Salvador, vítima de tuberculose.

Desde a infância, Castro Alves demonstrou forte inclinação para a poesia, o que ficou evidente durante seus estudos na Escola do Barão de Macaúbas. Sua trajetória literária ganhou força a partir de 1864, quando aos 17 anos ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Porém, em 1867 termina seus estudos na Faculdade de Direito do Largo São Francisco na capital de São Paulo.

Castro Alves viveu durante o Segundo Reinado (1840-1889), sob o governo de Dom Pedro II. Esse período foi marcado por debates sobre a escravidão no Brasil, o que exerceu grande influência sobre sua produção poética. O autor é considerado expoente da terceira geração do Romantismo brasileiro, conhecida como Condoreirismo, cuja principal característica é o engajamento social e político. O condor, símbolo dessa geração, representa a liberdade e uma visão ampla sobre as questões humanas.

Apesar da curta vida, Castro Alves deixou um legado significativo na literatura nacional. Entre suas principais obras destacam-se Espumas flutuantes (1870), Gonzaga, ou A revolução de Minas (1875), A cachoeira de Paulo Afonso (1876), O navio negreiro (1880) e Os escravos (1883). O poema O navio negreiro, dividido em seis partes e intitulado Tragédia no mar, é considerado sua obra mais célebre, por colocar as condições degradantes dos escravizados trazidos ao Brasil.

Castro Alves ficou conhecido como O Poeta dos Escravos, sendo referência tanto na literatura quanto no movimento abolicionista. Em 1905, a Academia Brasileira de Letras homenageou-o, nomeando a cátedra número sete em sua memória. Diversos espaços públicos em todo o país celebram seu nome, como a Praça Castro Alves, em Salvador, Bahia.

A Rua Castro Alves, localizada no Bairro Cerâmica, em São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil, foi nomeada em homenagem ao poeta. Seu início se dá na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira e seu término na Avenida Dr. Vital Brasil Filho, ambas situadas no mesmo bairro.

Ao longo dos anos, a rua passou por diferentes denominações, sendo anteriormente chamada Rua Nogé e Rua Carlos Gomes. As mudanças e oficialização do nome foram determinadas por legislações municipais, como a Lei 562 de 15/10/1955 e a Lei 1348 de 29/03/1965. Ambas foram promulgadas pelo Prefeito Municipal de São Caetano do Sul, Anacleto Campanella, conforme as atribuições legais referentes à oficialização e denominação de vias públicas.

O Bairro Cerâmica desenvolveu-se em função da Cerâmica São Caetano S/A, sucessora da antiga Cerâmica Privilegiada, foi fundada em 1913 e ficou famosa pela produção de ladrilhos, telhas e tijolos refratários. Aproximadamente no ano de 1910, o bairro apresentava duas únicas vias, a Rua Santo Antônio, atual Avenida Senador Roberto Simonsen, e Rua Caramuru, atual Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira.

A maioria dos moradores do bairro trabalhava na Cerâmica São Caetano. Em 1925 foi criado o Cerâmica Futebol Clube incentivado e subsidiado pela fábrica.

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