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  • Cesta ! O vitorioso basquete feminino de São Caetano do Sul ( 1968-1977)
    Local: Hall de entrada SELJ (Av. Fernando Simonsen, 190).

Programação


14/10/2026

Bairro Santo Antonio / Bairro Santa Paula - Rua Rafael Correia de Sampaio

Rafael Correia Sampaio nasceu em Pirassununga, no dia 21 de dezembro de 1873, e faleceu em São Paulo, no dia 10 de novembro de 1937. Foi advogado, professor e político brasileiro.

Formou-se, em 1896, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP).

Tornou-se redator e, mais tarde, proprietário da Gazeta Jurídica. Foi promotor público da capital, primeiro-secretário da Ordem dos Advogados, orador oficial do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, presidente do Conselho Superior da Caixa Econômica e professor de direito penal e prática processual.

Foi eleito deputado à Câmara do Congresso Legislativo do Estado de São Paulo por quatro legislaturas consecutivas, da 10ª à 13ª, entre 1916 e 1927. Exerceu o cargo de senador estadual por São Paulo na 13ª Legislatura, de 1925 a 1927.

Fez parte da comissão encarregada da elaboração do Código de Processo Civil e Comercial do Estado, em 1926. Por decreto de 6 de maio de 1925, foi nomeado catedrático de direito penal e do respectivo processo na Faculdade de Direito de São Paulo, da qual foi vice-diretor e decano.

A Rua Rafael Corrêa Sampaio é uma via que integra os bairros Santo Antônio e Santa Paula, em São Caetano do Sul. Em sua extensão, a numeração do início até o nº 370/371 pertence ao Bairro Santo Antônio, enquanto o trecho a partir do nº 372/373 até o seu final situa-se no Bairro Santa Paula.

Com início na Rua Espírito Santo, e término na Alameda São Caetano,  atual Rua Rafael Corrêa Sampaio era originalmente denominada Rua Sergipe, por meio do Ato nº 351, de 10 de maio de 1939, da Lei nº 562, de 15 de outubro de 1955, e da Lei nº 1.348, de 29 de março de 1965 (Processo nº 9.480/1964).

O Bairro Santo Antônio

No final do século XIX, o Bairro Santo Antônio situava-se em uma área pouco povoada do município, espalhando-se pelas margens da várzea do Ribeirão dos Meninos entre pequenas chácaras e áreas agrícolas.

Para o século XX transformou profundamente, o solo de perfil argiloso impulsionou na região a instalação de olarias, indústrias cerâmicas e de porcelanas, tornando-se um marco no desenvolvimento local.

Somando-se ao empreendedorismo dos imigrantes italianos, fundamentais na formação do bairro, a região acolheu diversas outras comunidades, como as primeiras famílias japonesas a se estabelecerem na cidade. Em 1954, a vida comunitária e educacional fortaleceu-se com a inauguração do Grupo Escolar Bartolomeu Bueno, a tradição da instituição de ensino é referência na memória coletiva do bairro.

Imagem #1 - Vista externa da Metalúrgica Nestor Góes, instalada em 1936. A empresa do ramo da produção de ferro, foi adquirida pelo grupo Jafet na década de 1950, passando a denominar-se Siderúrgica São Francisco, e encerrou as atividades na década de 80. Localizava-se até a várzea do Rio dos Meninos. Foto de 1936. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

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14/10/2026

Bairro Santa Paula - Rua Pinheiro Machado

Pinheiro Machado, José Gomes Pinheiro Machado, foi um advogado e político basileiro,  casou-se com a paulista Benedita Brazilina da Silva Moniz. Nos primeiros anos de casados. Nasceu em Cruz Alta (RS) no dia 8 de maio de 1851 e faleceu no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, em 8 de setembro de 1915, aos 63 anos, vítima de um atentado cometido por Manso de Paiva, um desertor do exército e ex-cabo da policia,.

Foi aluno da Escola Militar e integrou as forças brasileiras na Guerra do Paraguai; devido à sua pouca idade, obteve baixa para retornar ao Rio de Janeiro, onde residia. Anos mais tarde, em 1878, diplomou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo. Fundou o jornal A República e, no ano de 1882, participou da fundação do Partido Republicano Rio-Grandense.

Com a Proclamação da República, foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul, integrando a Assembleia Nacional Constituinte de 1891. Durante a Revolução Federalista (1893–1895), combateu ao lado das forças legalistas e, em 1894, foi elevado ao posto de general de brigada. Novamente eleito ao Senado, tornou-se uma das figuras mais influentes da política nacional.

A Rua Pinheiro Machado, tem início na Rua Piauí e termina na Rua São Paulo, ambas no Bairro Santa Paula.

Lei: 289-09/09/29 * 562-15/10/55 * 1348-29/03/65; Processo: 9480/64; Rat. Ato: 351-10/05/39.

 

Bairro Santa Paula e seus arredores

Antigas vilas deram origem ao atual Bairro Santa Paula. No início do século passado, o local era isolado, pouco povoado. Foi construído em antigos lotes coloniais, ao lado da estrada que seguia de São Caetano para a Estação de São Bernardo (hoje Santo André) e mudou a paisagem rural do bairro.

Famílias ali estabelecida ainda no século 19, tinham sítios que ficava junto ao Córrego do Moinho, entre os atuais bairros Santa Paula e Barcelona. Os melhoramentos urbanos aconteceram ainda no final da década de 1940, pois ainda existiam várias chácaras no bairro.

Os loteamentos começaram na década de 1920 quando ainda eram poucas as casas, logo chegaram a primeira padaria, o primeiro açougue, e a primeira fábrica. A principal referência do bairro é a General Motors do Brasil, unidade inaugurada oficialmente na cidade em 1930. A chegada da fábrica trouxe muito progresso ao bairro, como instalação de rede elétrica, aumento da população e abertura do mercado de trabalho.

O desenvolvimento do bairro foi incrementado, a partir da década de 1950, surgindo a construção de passeios públicos na Avenida Goiás, com denominações antigas de ruas Lina, Souza Ramos e Margarido Pires. Nos anos 1970, a Avenida Goiás foi duplicada, gerando diversas desapropriações nos números pares da via.


Imagem #1 -Imagem #1 - Vista geral da cidade focalizando a General Motors do Brasil, Bairro Santa Paula, em São Caetano do Sul. Foto da década de 40 Acervo/FPMSCS-Centro de Documentação Histórica

 


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14/10/2026

Bairro Centro / Bairro da Fundação - Viaduto dos Autonomistas

Entre o final da década de 1940 e o início da década de 1950, já se conheciam as dificuldades de ligação entre as áreas que hoje correspondem ao bairro Fundação e ao Centro, o que afetava a rotina diária do município. Naquela época, já se reconhecia a importância de uma obra que melhorasse a fluidez do trânsito local. Como parâmetro, considerava-se a lentidão na travessia sobre os trilhos, feita pelas porteiras próximas à estação ferroviária do município.

Em 28 de setembro de 1949, deu entrada na Câmara Municipal, como projeto de lei, o primeiro estudo que resultaria no projeto definitivo do viaduto. O estudo, datado de 30 de julho de 1949, foi elaborado pelo desenhista Giorgio Cappelli, funcionário do escritório de engenharia de Paulo Ferreira Lopes, em São Paulo, a pedido do vereador Jordano Pedro Segundo Vincenzi.

Em 7 de dezembro de 1949, a Lei Municipal nº 61 autorizou a realização de concorrência pública para a construção do viaduto, ligando a Rua Perrella à Rua Manoel Coelho, e de uma estação rodoviária em sua parte inferior.

Em 28 de julho de 1953, durante as comemorações do 76º aniversário de São Caetano do Sul, foi lançada a pedra fundamental.

Em 10 de dezembro de 1953, por meio da Lei Municipal nº 308, a obra recebeu a denominação de Viaduto dos Autonomistas.

Em 28 de julho de 1954, o Viaduto dos Autonomistas foi inaugurado durante as festividades comemorativas do 77º aniversário da cidade, na gestão do primeiro mandato do prefeito Anacleto Campanella (1953–1957).

A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades, entre elas Anacleto Campanella, prefeito do município; Lucas Nogueira Garcez, então governador do Estado de São Paulo; e Francisco Prestes Maia. A população prestigiou a entrega do viaduto ao uso de motoristas e pedestres. O monumental Viaduto dos Autonomistas foi considerado o primeiro elevado construído no ABC a transpor os trilhos da estrada de ferro.

 

O Viaduto dos Autonomistas tem início na Rua Perrella, Bairro da Fundação,  e termina na Rua Manoel Coelho, no Bairro Centro. Sua antiga denominação era Rua Particular. Por meio da Lei Municipal nº 308, de 10/12/1953, recebeu a denominação de Viaduto dos Autonomistas.


Imagem #1 - O estudo elaborado por Giorgio Cappelli em 30 de julho de 1949 transformou-se em projeto. Cappelli era desenhista e integrava a equipe do escritório de engenharia de Paulo Ferreira Lopes, localizado em São Paulo. O estudo foi realizado a pedido do vereador Jordano Pedro Segundo Vincenzi, que em 28 de setembro de 1949 encaminhou o projeto de lei na Câmara Municipal que viria a ser o viaduto. O Viaduto dos Autonomistas, nesta imagem, a vista do elevado construído sobre os trilhos da estrada de ferro, a  estação rodoviária (à direita)


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14/10/2026

A denominação da Rua dos Autonomistas é uma homenagem aos líderes do Movimento Autonomista de São Caetano do Sul, um grupo de idealistas que atuou intensamente na imprensa, nas ruas e junto à Assembleia Legislativa de São Paulo até alcançar a independência administrativa e política da cidade. A vitória dessa campanha concretizou-se em 24 de outubro de 1948, data do plebiscito em que se consolidou o ideal autonomista.

A mobilização liderada por esse grupo garantiu a emancipação política e administrativa de São Caetano em relação a Santo André, permitindo ao novo município administrar seus próprios recursos e estruturar os serviços públicos essenciais ao seu desenvolvimento.

Os Autonomistas: O grupo foi formado por 95 lideranças, apoiadas por moradores e por diversos setores da sociedade civil.

Acácio Spachaquercia, Ademar Pereira de Barros, Alfredo Malateux, Alfredo Maluf, Américo Cavaglini, Anacleto Campanella, Ângelo Rafael Pellegrino, Antônio Caparroz Guevara, Antônio Dardis Netto, Antônio Feliciano da Silva, Antônio Lojudici, Antônio Paulo Silvestre, Antônio Silvio Cunha Bueno, Arlindo Marchetti, Arnaldo Sigollo, Artur Garbelotto, Auro Soares de Moura Andrade, Avelino Benedicto Poli, Benedito Moretti, Benedito Moura Branco, Bento Velanes Regis, Bruno Bisquolo, Carlos Paez, Celso Waldomiro Maschezan, Cláudio Perrella, Clodomiro Gusmão Rocco, Concetto Constantino, Décio Queiroz Telles, Desirée Malateaux Netto, Ermelindo Locoselli, Fábio Vieira de Souza, Faustino Pompermayer, Fernando Piva, Firmino Garbelotto, Gabriel Migliori, Geraldo Benicasa, Geraldo Plates, Giacomo Garbelotto Netto, Heitor Bisquolo, Helena Musumeci, Idalino Moretti, Ítalo Dal´Mas, Jacob João Lorenzini, Jaime da Costa Patrão, João Antônio Curtis, João Barile, João Dal´Mas, Joaquim Zanini, Jordano Pedro Segundo Vicenzi, José Astolfi, José Bonifácio Fernandes, José Carlos de Ataliba Nogueira, José Homem de Bittencourt, José Porfírio da Paz, José Vertíchio, Júlio Marcucci, Laura Moretti, Lauriston Garcia, Lauro Garcia, Lincoln Feliciano, Lourenço Martorelli, Luís Fiorotti, Luís Martorelli, Luís Rodrigues Neves, Manuel Moraes, Mário Bortoleto, Mário Dal´Mas, Mário Porfírio Rodrigues, Mateus Constantino, Mauro Corvello, Miguel Marcucci, Militino Azzi, Moacir Firmino Correa, Nélson Infanti, Nicodemos Marcondes, Olga Montanari de Mello, Olinto Quaglia, Orlando Candido Barile, Osvaldo Bisquolo, Osvaldo Giampietro, Paulo da Silva Modesto, Paulo de Oliveira Pimenta, Pedro Pardo Oller, Rafael Crespan, Sílvio Fernandes, Sofia Sampaio, Tadeu D´Agostini, Valentim Inácio da Silva, Vicente Orlando, Walter Thomé. 

A Rua dos Autonomistas, localizada no Bairro Santa Paula, tem início na Rua João Pessoa e termina na Rua Antônio Bento, na divisa com o Bairro Centro. Sua antiga denominação era Rua Particular, e o nome atual foi a partir da Lei Municipal nº 232, de 21 de maio de 1952, em homenagem aos líderes do movimento autonomista.


Imagem #1 - Registro histórico do momento em que, em 23 de abril de 1948, uma comissão de autonomistas entregava, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o memorial com 5.193 assinaturas solicitando a criação do município de SCS Integrantes (da esquerda para a direita): Arlindo Marchetti, [não identificado], José Homem de Bittencourt, Rafael Pandolfi, Antônio Dardis Neto, Carlos Paes (em segundo plano), Deputado Antônio Silva da Cunha (em trajar de paletó escuro e calça clara), Júlio Marcucci (portando o documento), Mário Porfírio Rodrigues, Bento Vellames Régis, Mauro Curvello e Nicodemus Marcondes.

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04/09/2026

O almirante Joaquim José Inácio, Visconde de Inhaúma, foi um oficial da Marinha do Brasil. Nasceu em Lisboa, em 30 de julho de 1808. Chegou ao Brasil com seus pais, no ano de 1810, aos dois anos de idade. Faleceu no Rio de Janeiro, em 8 de março de 1869.

O Visconde de Inhaúma matriculou-se na Academia Imperial dos Guarda-Marinhas, tendo praça de aspirante a guarda-marinha, na primeira turma de aspirantes após a Independência do Brasil, em 1822. Tomou parte nas lutas da Independência, na Campanha Cisplatina e nas lutas internas da Regência e do Primeiro Reinado: Cabanada, Sabinada, Guerra dos Farrapos e Revolução Praieira. Foi chefe do Estado-Maior da Armada e ministro da Marinha, além de comandante-em-chefe das forças navais brasileiras na Guerra do Paraguai. Deixou o comando gravemente enfermo, no ano de 1869, o que culminou em sua morte.

 

A denominação atual da Rua Visconde de Inhaúma, no Bairro Oswaldo Cruz, S.C.S., homenageia Joaquim José Inácio, oficial da Marinha Brasileira,  tem início na Rua Ingá e finaliza na Rua Nelly Pelegrino.

As suas antigas denominações foram: Caminho da Estação, Rua Rubi, Rua Otávio Mendes, Avenida Bella Vista e Rua 2, conforme as Leis nº 562, de 15/10/1955, e nº 1348, de 29/03/1965.

 

Bairro Oswaldo Cruz - Rua Visconde de Inhaúma

A formação do Bairro Oswaldo Cruz, denominação que surge pela primeira vez por meio do Ato nº 70, de 14 de julho de 1933, representa os antigos loteamentos ocorridos na parte alta de São Caetano: Monte Alegre, nos anos 1910, e as vilas Gonzaga, Santo Alberto e Paraíso, cujos loteamentos ocorreram nos anos 1920; Vila Dal’Mas, no ano de 1946, Vila Irene, em 1949; Vila Oswaldo Cruz, em 1952; Vila Tabery, em 1955; e parte da Vila Gerti. Das vilas e dos bairros mencionados, o Gonzaga foi absorvido por completo pelo atual Bairro Oswaldo Cruz.

Em 1967, a Rua Visconde de Inhaúma foi ampliada e adquiriu a conformação atual, o que favoreceu o surgimento de vários estabelecimentos comerciais. Foi preciso desapropriar casas e outros estabelecimentos comerciais, além do primeiro cinema, o Cine Éden, que recebeu também o nome de Cine Átila, para realizar o alargamento que trouxe fluidez ao trânsito e abriu calçadas lado a lado da rua para dar conforto ao pedestre.

Imagem #1 - A placa acima, que foi instalada na rua Visconde de Inhaúma, nos informa que o traçado atual da rua mantém sinais remanescentes do tempo em que era estrada rural. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

 

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24/08/2026

Carlo Del Prete nasceu em Fivizzano, na província de Lucca, Itália, em 27 de agosto de 1897. Começou sua carreira militar como marinheiro, aos 15 anos, pois ingressou na Academia Naval de Livorno em 1912, e serviu em um submarino durante a I Guerra Mundial. Após o Armistício, tornou-se um aficionado da aviação e recebeu o seu brevê de piloto em 1922, ingressando na Royal Air Force italiana. Formou-se em engenharia mecânica e eletrotécnica.

No ano de 1927, Del Prete atuou como navegador e copiloto em uma turnê pelas Américas a bordo de um hidroavião, cobrindo milhares de milhas e recebendo uma promoção e o título de major.

Major Carlo Del Prete conquistou um recorde mundial em 1928: o primeiro voo transatlântico sem escalas entre a Itália e o Brasil, a bordo do avião Savoia-Marchetti S-64. Juntamente com o piloto Arturo Ferrarin, decolou de Montecelio, Itália, e pousou na praia de Touros, próxima a Natal, capital do Rio Grande do Norte, Brasil.

No ano de 1928, durante testes de decolagem com um hidroavião, em voo, na praia do Rio de Janeiro, Brasil, o Major Carlo Del Prete sofreu um grave acidente aéreo. Em decorrência da queda, faleceu aos 31 anos de idade. Foi um pioneiro aviador militar e navegador italiano.


Rua Major Carlo Del Prete

A Rua Major Carlo Del Prete percorre dois bairros, Centro e Santo Antônio, em São Caetano do Sul, São Paulo. A rua tem o início na Rua Professora Maria Macedo e termina na Rua Casemiro de Abreu. Sua antiga denominação era Rua Pitaguares; Decreto: 289, de 09/09/1929; Lei: 562, de 15/10/1955.


Bairro Centro - Rua Major Carlo Del Prete (início até 1069/1070)

O Bairro Centro surgiu em torno da estação ferroviária, como um prolongamento urbano do Bairro Fundação, direcionando o crescimento da cidade para o outro lado da linha férrea. A implantação urbana do bairro ocorreu por volta de 1906, conforme um mapa da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo.

Os primeiros loteamentos foram feitos pela família Baraldi e pela Companhia Melhoramentos de São Caetano, empresa que comprara terrenos para construção e abertura de ruas centrais, tais como um trecho da Rua Major Carlo Del Prete.

Segundo descrições, a área central tinha várias casas pequenas, baixas e com grandes quintais. Na década de 1940, o centro recebeu um número elevado de construções de estabelecimentos comerciais que foram mudando o perfil residencial do bairro.

 

Bairro Santo Antônio - Rua Major Carlo Del Prete (de 1071/1072 ao fim)

A origem do nome do bairro deve-se à presença da capela dedicada a Santo Antônio, construída pela família Cavanna no ano de 1885, no lote colonial nº 39 da família originária da Itália, de Schivenoglia, a província de Mântua na Lombardia.

O Bairro Santo Antônio foi formado a partir da instalação de olarias nos arredores da várzea do Rio dos Meninos. Do terreno argiloso, ocorreu o surgimento das olarias. Uma das primeiras olarias, datada do final do século XIX, pertencia a Giuseppe Ferrari e se estendeu até a década de 1960. No início dos anos 50, ainda se avistava as pequenas represas no vale do ribeirão dos Meninos, formadas pela extração de areia e argila.

Com o crescimento do bairro, as represas foram aterradas e passaram a abrigar um importante parque industrial a partir de 1920. Um considerável número de indústrias se instalaram na Rua Major Carlo Del Prete, sinalizadas com suas chaminés instaladas no local das antigas olarias.


Imagem #1 - Giuseppe Ferrari, nasceu em 1844, em Mântua, na Itália, e faleceu em 1897 em São Caetano do Sul, São Paulo. Juntamente com a esposa, Prima Ferrari, e os cinco filhos, veio para o São Caetano do Sul em 1878. A sua Olaria Ferrari estava localizada na região atual do Bairro Santo Antônio. Foto de 1936, o transporte de burros da olaria Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

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07/07/2026

Bairro Barcelona - Rua Conselheiro Lafayette

Lafayette Rodrigues Pereira, Conselheiro Lafayette, jurista, advogado, jornalista e político, nasceu em Queluz, hoje Conselheiro Lafaiete, MG, em 28 de março de 1834, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29 de janeiro de 1917. Era filho de Antônio Rodrigues Pereira, Barão de Pouso Alegre, e de Clara Lima Rodrigues.

Chegou a São Paulo no começo de 1853, matriculando-se na Faculdade de Direito, onde se diplomou em 1857. Ao término dos estudos, foi nomeado promotor público em Ouro Preto. Dedicou-se à advocacia e ao jornalismo; foi redator no Le Brésil, no Diário do Povo e, de 1870 a 1874, em A República, no Rio de Janeiro. Colaborou também em A Opinião Liberal e no Diário do Povo.

Na política, foi presidente da Província do Ceará, de 1864 a 1865; presidente da Província do Maranhão, de 1865 a 1866; e ministro da Justiça, em 1878. Em 1879, o ministro Lafayette foi nomeado para o Senado. Conselheiro Lafayette foi o 27º presidente do Conselho de Ministros do Brasil e ministro da Fazenda, no período de 1883 a 1884.

Foi, em 1885, nomeado ministro em missão especial no Chile, para servir de árbitro nas reclamações de países europeus motivadas pela Guerra do Pacífico, entre o Chile, de um lado, e o Peru e a Bolívia, do outro.

Lafayette Rodrigues Pereira publicou Direitos de Família (1869) e Direito das Cousas (1877), além de volumes de pareceres. Em 1898, publicou no Jornal do Commercio, com o pseudônimo de Labieno, uma defesa de Machado de Assis, sob o título Vindiciae, posteriormente publicada em livro. Na Academia Brasileira de Letras, foi o segundo ocupante da cadeira 23. Foi eleito em 1909, na sucessão de Machado de Assis, e sucedido por Alfredo Pujol. Tomou posse em 1910.

Rua Conselheiro Lafayette tem início na Avenida Goiás e termina na Rua Maceió, no Bairro Barcelona. Suas antigas denominações eram Rua Alegre, Rua Aurélia e Rua Barcelona, conforme a Lei nº 289, de 9 de novembro de 1929. Também era denominada Rua 5, conforme a Lei nº 1.348, de 29 de março de 1965.

Bairro Barcelona

O Bairro Barcelona, resultado da união das vilas Ressaca e Barcelona, recebeu esse nome em razão dos muitos imigrantes espanhóis e descendentes que moravam no local. Para lotear a área, foi preciso aterrar o brejo que havia nas proximidades do Córrego do Moinho. A Sociedade Anônima Fábrica Votorantim construiu várias casas, e iniciou-se a venda dos lotes da então Vila Barcelona.

Há registros da chegada das famílias Madona, Lozano e Santana. A família Telles veio em 1927. Vicente Telles, filho de portugueses, foi quem comprou uma das primeiras casas da Sociedade Anônima Fábrica Votorantim. A família Ricci chegou ao bairro em 1921. Segundo Felício Ricci, nascido em 1926, sua família foi uma das primeiras a morar na Vila Barcelona. Lecarião Pereira de Melo, vindo do Rio Grande do Norte, chegou a São Caetano em 1948, onde encontrou áreas vazias no bairro; ainda havia vacaria na Rua Conselheiro Lafayette.

Aos poucos, as chácaras de plantio e criação foram dando lugar a residências. Os primeiros habitantes eram católicos e construíram a Capela de Nossa Senhora Aparecida, em 1949.

Um fato de grande relevância no bairro foi a chegada da General Motors do Brasil. A inauguração, em 1930, foi um marco para a vila. Hoje em dia, o Bairro Barcelona abriga vasto comércio e possui todos os serviços de infraestrutura e assistência municipal.

Imagem #1 - Rua Conselheiro Lafayette, Bairro Barcelona, década de 60.

Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica

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07/07/2026

Rafael de Abreu Sampaio Vidal, Rafael Sampaio Vidal, nasceu em Campinas, SP, no dia 14 de julho de 1870. Era filho de Joaquim José de Abreu Sampaio, deputado à Assembleia Provincial, e de Maria das Dores Sampaio Vidal. Foi casado com Carlota Borges Sampaio Vidal e morreu em São Paulo, no dia 13 de julho de 1941.

Estudou Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, SP, formando-se em 1891. Assim que se formou, mudou-se para São Carlos, SP, onde foi eleito vereador. Em São Paulo, em 1903, passou a exercer a advocacia.

Em 1910, elegeu-se para a Câmara Estadual, onde foi membro das comissões de Agricultura e de Finanças. Foi também autor da lei de criação do Patronato Agrícola, em 1911. Fundou a Companhia Central dos Armazéns, em Santos, SP, e a Sociedade Rural Brasileira.

Em 1912, deixou o mandato de deputado estadual para assumir a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de São Paulo, cargo que ocupou de 1912 a 1916. Também foi secretário da Fazenda durante parte desse período, organizou a Bolsa Oficial de Café, a Caixa de Liquidação e a Câmara Sindical dos Corretores. Oficializou a Associação Comercial de Santos e criou as caixas econômicas estaduais.

Em 1918, foi eleito deputado federal por São Paulo e, em 1920, reelegeu-se deputado federal. Renunciou ao mandato em 1922 para assumir o cargo de ministro da Fazenda durante a presidência de Artur Bernardes (1922-1926).

No ano de 1924, foi eleito senador estadual para ocupar a vaga aberta com a morte de Antônio da Silva Teles. Em 1933, Sampaio Vidal foi eleito suplente de deputado à Assembleia Nacional Constituinte. Somente em julho de 1934, depois de promulgada a Constituição, assumiu uma cadeira, na qual permaneceu até abril de 1935.

Rafael Sampaio Vidal, além de Organização comercial da defesa do café, escreveu Contabilidade agrícola de fazenda de café (1905) e Defesa permanente do café (1921).

A Rua Rafael Sampaio Vidal inicia-se na Avenida Goiás e termina na Rua Votorantim, no Bairro Barcelona, em São Caetano do Sul, SP. Nos anos 40, suas denominações anteriores eram Rua Barcelona e Rua Iracema, conforme o Processo PMSA nº 4053/40, à época em que São Caetano era o 2º subdistrito de Santo André.

Bairro Barcelona

O Bairro Barcelona compreende partes consideráveis de dois antigos loteamentos de São Caetano: Vila Barcelona e Vila Ressaca. A criação do Bairro Barcelona ocorreu em 15 de fevereiro de 1968, por meio do Decreto nº 3.064, por ocasião de uma nova divisão territorial, na qual foram extintas as antigas vilas e estabelecidos os atuais 15 bairros que integram a cidade de São Caetano do Sul. Até então, havia 36 vilas, uma zona central e uma zona rural.

As terras da vila pertenciam ao Banco União de São Paulo. “A Vila Barcelona foi loteada pela Sociedade Anônima Fábrica Votorantim no começo dos anos 20. No total, eram setenta quadras, até hoje um dos mais extensos loteamentos de São Caetano. A Votorantim chegou a construir várias casas, negociadas diretamente com os primeiros moradores” (Migração e Urbanização, de Ademir Médici, p. 292). No final dos anos 20, surgiu a Companhia Bandeirantes de Terrenos e Construções, que realizou a venda das terras.

A estação da São Paulo Railway, em Utinga, pertencente ao Distrito de Santo André, foi inaugurada em 1933 e representou uma importante opção de transporte para os moradores da Vila Barcelona e da Vila Santa Maria, por estarem próximas de Santo André e São Caetano.

São Caetano, em 1958, mantinha linhas de ônibus em atividade. Em sua primeira administração (1953-1957), o prefeito Anacleto Campanella calçou os trajetos das duas linhas de ônibus: Vila Barcelona-Goiás. Nos anos 60, teve início, na vila, o calçamento das ruas, bem como a implementação de passeios e ajardinamento.

O acesso à área do atual Bairro Barcelona, até os anos 1920, era difícil. A Avenida Goiás não tinha continuidade e, na época, havia um brejo que precisou ser aterrado para a abertura do caminho da atual avenida. A abertura da Avenida Goiás até a Avenida Dom Pedro II, em Santo André, foi favorável ao Bairro Barcelona, assim como o seu alargamento, ocorrido em 1973. Todo o lado par da avenida teve que ser desapropriado. São 37 ruas confluentes da Avenida Goiás, entre elas está a Rua Conselheiro Lafayette.

Imagem #1 - Avenida Goiás antes da duplicação. Foto da década de 70.

Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica 

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